
Depois disso, soube-se que em Nápoles foram presos três jovens com idades entre 14 e 16 anos, acusados de violentar sexualmente uma menor: o fato foi descoberto a partir do vídeo que os próprios agressores gravaram. O mesmo aconteceu em Torrete, onde um grupo de garotos com entre 14 e 17 anos de idade abusaram de uma amiga de 13, enquanto outro colega gravava a cena em um celular. O vídeo foi parar na Internet e em algumas caixas postais eletrônicas de alunos da mesma escola.
O endurecimento da justiça italiana também se deveu à transmissão, pela televisão, de outros vídeos do mesmo tipo. Num deles, vê-se um aluno que aponta uma pistola falsa para a cabeça do professor, outros mostram estudantes depredando as dependências da escola ou insultando professores, e alunos tocando fogo em objetos inflamáveis que são atirados nos outros.
O governo italiano determinou medidas como tornar os pais responsáveis pelos danos causados pelos filhos, enquanto que o ministro da Justiça, Clemente Mastella, anunciou a criação de uma comissão para buscar uma saída. Para o ministro, tudo que desencadeia a violência, incluindo os videogames, deve ser eliminado.
Já o ministro da Educação, Giuseppe Fiorini, pediu um "esforço" às escolas. Ele se pergunta como é possível que um colégio, uma instituição, "não veja nem ouça" o que se passa.
De acordo com o sociólogo Pietro Zocconali, não é a escola e sim os pais que não ouvem nem vêem o suficiente sobre seus filhos. Já o psiquiatra Giovanni Bollea considera que a família pode fazer muito, mas não tudo, já que os jovens sempre podem encontrar elementos que os levem à violência. Bollea está convencido de que os pais têm que saber o que seus filhos fazem, conhecer seus amigos, assim como participar da escola sem considerá-la apenas um lugar que dará um diploma aos jovens.
O colégio pode observar os adolescentes, mas não existe uma relação autêntica entre professores e família, segundo Bollea. Para este psiquiatra, a Internet "é um problema sério". Com a Internet, os jovens vivem no mundo como os adultos e vêem a maldade, mas "a Internet não ensina emoções nem como se deve pensar", diz Bollea. De acordo com dados fornecidos pelos meios de comunicação italianos, 33% dos alunos já foram vítimas de episódios de violência. E, ainda que a maior parte condene tais atos de agressão, 18% afirmam que é melhor ser prepotente do que ser agredido.
Terra Chile
14h17 » Encontro em SP reúne twitteiros com mais de mil seguidores
13h13 » Mininova desiste de torrents ilegais
09h59 » 'Black Friday' na Apple traz descontos para os brasileiros