Envie sua mensagem
O Internet Explorer 7 não preencherá automaticamente os campos, a menos que o RCSR apareça na mesma página que o formulário autêntico. Mas, no Firefox 2 o problema parece ser mais grave, já que o Gerenciador de Senhas preencherá qualquer senha salva e seu nome de usuário nos formulários, conforme noticiou o site ZDNet.
O RCSR já começou a ser explorado na comunidade virtual MySpace.com e, segundo Chapin, pode ser reproduzido também em blogs ou fóruns que permitam o preenchimento de códigos HTML. "Usuários tanto do Firefox quanto do Internet Explorer precisam estar cientes de que suas informações podem ser roubadas desta forma quando visitarem blogs e fóruns em endereços confiáveis", explicou.
A firma de segurança Netcraft, que descobriu a exploração da falha no MySpace, disse que a página falsa de login estava hospedada dentro dos servidores da própria companhia. Pelo fato de estar hospedada no servidor oficial, e não trazer qualquer sinal de conteúdo externo, a página pode convencer o usuário a enviar novamente seus dados, desta vez, inadvertidamente, para um hacker.
Para Chapin, os ataques RCSR podem ser mais bem sucedidos que os ataques XSS (de Cross-site Scripting), porque o Internet Explorer e o Firefox não verificam o destino dos dados enviados através de formulário antes que a transferência comece a ser feita, e o navegador não notifica de perigo, porque, afinal de contas, tudo está sendo feito de dentro de um endereço confiável.
A Fundação Mozilla já trabalha em uma saída para o problema na versão Firefox 2, mas ainda não se sabe se as versões anteriores também são afetadas. Como medida de segurança, é recomendado desativar o recurso para memorizar senhas de sites, que pode ser encontrado no menu Ferramentas > Opções > Segurança.
De acordo com o site Zone-h, o RCSR poderia ser explorado, inclusive, sem que o formulário aparecesse. Em uma demonstração, após os dados salvos no Gerenciador de senhas, foi possível transmiti-los por um link em uma imagem invisível.
Chapin afirma que já notificou a Microsoft a respeito do problema, e a companhia respondeu dizendo que já estava ciente da falha, mas que por políticas internas não poderia comentar a respeito de investigações em andamento.