Eletrônicos

› Tecnologia › Eletrônicos

Eletrônicos

Sexta, 1 de dezembro de 2006, 18h22 Atualizada às 18h37

Eletrônicos falsos vendem do mais que legítimos na China

A falsificação chinesa está ficando cada vez mais avançada. Segundo o site iTWire, a evolução chegou a tal nível que produtos falsificados têm sido lançados antes mesmo de seus originais. O telefone celular Chocolate, da LG, por exemplo, foi copiado com grande fidelidade, reproduzido até seu teclado sensível ao toque e seu sistema de deslizamento.

  • Receba notícias por e-mail
  • Receba notícias por RSS
  • Mande fotos e relatos
  • Participe dos fóruns
  • Troque idéias no Chat
  • Envie sua mensagem

    A demora da companhia em lançar a versão oficial na China foi tanta que, quando lançado, o produto foi visto como cópia da versão "original" chinesa. "A população da China acredita que foi a LG Electronics que fabricou as falsificações. Estamos realmente surpresos em ver a imitação do telefone Chocolate", um funcionário da empresa teria declarado.

    O videogame portátil da Sony, PSP, também passou por algo semelhante. Após rumores de que uma versão do aparelho com capacidades GSM para telefonia celular surgiria, uma fabricante chinesa criou um telefone com design semelhante ao do aparelho, que possuía uma série de jogos emulados da Nintendo.

    A falsificação foi considerada real e levou a diversos rumores online de que a Sony havia lançado um telefone PSP, e começou a ser vendido por aproximadamente US$ 650, preço dos aparelhos originais mais caros da Samsung Electronics e Sony Ericsson no país, conforme noticiou o site asiático The Electric New Paper.

    Para diversas companhias coreanas pouco pode ser feito para combater a falsificação de seus produtos. Dezenas de pequenas fabricantes na China contratam engenheiros especialistas para reproduzir os circuitos de produtos recém lançados. Cada novo circuito é encaminhado a pequenas fabricantes que produzem cerca de 20 a 30 mil unidades falsificadas e somem do mercado.

    Recentemente a Samsung investigou canais ilegais de distribuição e descobriu uma das companhias falsificadoras e ofereceu aos seus projetistas empregos legais. Porém, estes responderam que não aceitariam, porque poderiam ganhar muito mais (entre US$ 100 mil e US$ 200 mil) com suas cópias, relatou o site Chosun.com.

    Posteriormente não se sabe se a Samsung abriu algum processo ou fez qualquer tipo de pressão contra a companhia ilegal e seus funcionários. Desde a década de 90 a China vê um aumento considerável na falsificação de produtos. Pelas ruas e lojas das cidades chinesas é possível encontrar roupas, bolsas, canetas, jóias, calçados, brinquedos, CDs, DVDs, todos os tipos de eletrônicos. Até carros falisificados podem ser encontrados, embora mais raros.

    Muitos destes produtos também são distribuídos por diversos canais em outros países asiáticos e não encontram muita dificuldade para chegar a territórios ocidentais, entre eles o Brasil, onde grassam as falsificações chinesas.

    Magnet

  • Busque outras notícias no Terra