Os Estados Unidos ainda lideram a produção de spams, mas o país sofreu uma queda brusca de 48% da produção, de acordo com a estatística de outubro, para 27%. Em terceiro lugar está o Reino Unido (21%), seguido de França (15%), Índia (7%) e Turquia (4%). É a primeira vez em muitos meses que a Coréia do Sul não aparece entre os seis primeiros.
Segundo Ken O'Driscoll, da IE Internet, os Estados Unidos continuarão a declinar como fonte de spams e, até o ano que vem, não estarão mais no primeiro lugar. "Spammers estão evitando ações nos Estados Unidos por causa da legislação americana, rígida contra esse tipo de ataque", disse O'Driscoll ao site EletricNews.
A quantidade de emails tachados como spam caiu de 57,3%, em outubro, para 55,6%. Enquanto os comerciantes que utilizam o spam se preparam para o Natal, os criadores de vírus também lançam novidades.
De acordo com o site The Register, dois novos vírus foram as maiores ameaças em novembro: W32/Warezov representou cerca de 25% dos emails contaminados e o W32/Tricky-Malware, 15%. De acordo com a pesquisa, ambos estão se espalhando rapidamente. O terceiro colocado foi o Netsky.BR, com 9%. No total, as infecções chegam a 11% em novembro - um aumento de 1% em relação ao mês anterior.
Mesmo assim, "durante os últimos meses, a taxa de infecções por vírus está declinando, pois os usuários domésticos compram PCs novos que já vêm com proteção instalada", disse O'Driscoll. "Os novos vírus, que aparecem a todo tempo, não foram poderosos o suficiente ou não foram tão bem escritos a ponto de infectar um grande número de PCs".
Mas ainda é recomendada cautela com os novos vírus. "O usuário tem que clicar em um arquivo anexo para abrir o worm. Estes anexos aparentam ser atualizações de segurança, então podem enganar muitas pessoas", diz O'Driscoll.
"As viroses permitem que o computador seja controlado, ou seja, é possível enviar spams e acessar arquivos pessoais sem o consentimento do usuário (...) O W32/Warezov está sempre conectado à internet e se atualiza. É o que softwares legais como sistemas operacionais têm feito por anos e era só questão de tempo até os hackers também fazerem".
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