Quando um usuário tenta acessar o YouTube, por exemplo, recebe uma mensagem dizendo que o site não se encaixa sob as leis iranianas. Ainda não se sabe há quanto tempo o site está bloqueado, mas alguns grupos afirmam que o popular serviço entrou há cerca de cinco dias na lista negra mantida pelo governo daquele país.
O YouTube possui vídeos de grupos de oposição ao governo, bem como clipes musicais pop do Irã, que vão contra os interesses das lideranças religiosas locais, conforme noticiou o site News Channel 15 Wane.
Há dois meses, oficiais do Irã forçaram o fim de conexões banda larga superiores a 128 KB por segundo, dizendo ser uma medida de prevenção contra a influência ocidental sobre a cultura islâmica entre os jovens cidadãos. As versões em idiomas inglês e curdo da Wikipedia também foram bloqueadas.
A organização RWB, estabelecida na França, acredita que lentamente o Irã está se movendo rumo à mesma censura pesada praticada na China. Os dois países estão na lista dos treze considerados "inimigos da internet", mesmo reclamando contra tal inclusão e dizendo que só estão filtrando conteúdos ilegais e imorais. Entre os outros países listados estão Arábia Saudita, Belarus, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Myanmar, Síria, Tunísia, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã.
O responsável pela Agência de Desenvolvimento da Tecnologia da Informação do Irã, Vafa Ghafaryan, informou à agência local de notícias, ISNA, que o governo também planeja aumentar a vigilância de mensagens de texto SMS, tidas como "nocivas".
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