
Alguns grupos têm patrocinado estudantes promissores de outras disciplinas em cursos de computação antes de infiltrá-los em organizações. A McAfee informou que os estudantes programam vírus de computadores, cometem roubos de dados pessoais e lavam dinheiro em uma indústria multibilionária que é mais lucrativa que o tráfico de drogas.
As táticas das quadrilhas recuperam estratégia usada por agentes russos para captar especialistas em conferências de comércio ou universidades durante a Guerra Fria, informou a McAfee em relatório anual. "Embora as organizações criminosas possam ter menos experiência e acesso necessário para crimes eletrônicos, elas têm recursos para comprar as pessoas necessárias para fazê-lo", afirma empresa, que informou que o estudo foi baseado parcialmente em dados do FBI e de agências de inteligência européias.
No Leste europeu, algumas pessoas são levadas ao cibercrime por causa dos níveis elevados de desemprego e salários baixos. "Muitos destes cibercriminosos vêem a Internet como uma oportunidade de trabalho", afirma a McAfee citando o especialista em segurança do FBI em Internet, Dave Thomas.
Hackers são pagos para criarem vírus de computador capazes de infectar milhões de máquinas e descobrir informações confidenciais. Esses programas "spyware" podem encontrar números de cartões de crédito ou outras informações pessoais das vítimas. Os dados são então usados por fraudadores.
Além disso, criminosos varrem sites de redes sociais em busca de fotos de usuários vinculadas a detalhes pessoais. Essa estratégia ajuda as quadrilhas a encontrar alvos de fraudes onde a vítima recebe emails falsos em nome de instituições financeiras e são enganadas revelando dados como senhas.
O relatório também afirma que hackers estão sendo cada vez mais contratados para espionarem empresas.
"Espionagem industrial é um grande negócio", lembrou a McAfee.
Reuters
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