"Seria aceitável chutar um cão-robô, sendo que não devemos chutar um cachorro de verdade?"
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Em 2056, "chineses andarão sobre a Lua, o mundo terá que ser dividido em blocos monetários depois de um choque de câmbio, e até robôs terão de votar", diz a matéria. A idéia de robôs totalmente integrados à vida social humana, como nos clássicos do escritos de ficção científica de Isaac Asimov, segue o que os cientistas acreditam ser o futuro da inteligência artificial.
"Se criarmos robôs conscientes, eles vão querer ter direitos, e provavelmente deveriam tê-los", diz ao FT um pesquisador do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos. "É também lógico que tais direitos correspondam a obrigações cidadãs, incluindo votar, pagar impostos e prestar serviço militar obrigatório", acrescenta o jornal.
Entre os benefícios estariam ainda auxílios de complementação de renda, auxílio-moradia e, possivelmente, um sistema de saúde de robôs, para consertar as máquinas desgastadas pelo tempo. "Seria aceitável chutar um cachorro-robô sendo que não devemos chutar um cachorro de verdade?", indaga ao jornal o pesquisador.
"Haverá quem não saiba distinguir entre uma coisa e outra. Precisamos de regras éticas para assegurar que humanos interajam com robôs de forma ética, e não modifiquemos as fronteiras do que consideramos aceitável."

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