
Michael Holden
Ele não sabia, entretanto, que a "menina" em questão era um investigador da polícia britânica trabalhando sob disfarce. Detetives de uma unidade especializada de Londres disseram que o caso perturbador ilustra os riscos que as crianças enfrentam quando navegam na Internet.
"Famílias darão computadores como presentes de Natal, crianças vão usá-los... e as crianças estarão vulneráveis, a menos que suas atividades sejam devidamente monitoradas", disse o detetive superintendente Alastair Jeffrey na quarta-feira.
As dimensões da questão ficam claras se levarmos em conta os números produzidos pelo Comando de Investigação de Abusos contra a Criança (Caic), que ele dirige, em Londres, o qual emprega seis investigadores que operam com identidades falsas online —10 por cento dos policiais envolvidos nesse tipo de trabalho no Reino Unido.
A despeito de ser a maior e a mais bem equipada unidade online de proteção a crianças no país, Jeffrey disse que seu comando poderia gerar trabalho suficiente para ocupar todos os 425 policiais encarregados de combater pedofilia e abusos contra crianças na capital britânica.
Nos últimos sete meses, o Caic deteve 22 homens, entre os quais 14 suspeitos identificados pelo trabalho de um mesmo investigador online.
Os detetives afirmam que os pedófilos se concentram em sites de redes sociais, que se tornaram uma das grandes atrações da Internet nos últimos anos e permitem que usuários criem páginas pessoais, troquem fotos e vídeos, e ouçam música.
"É para esses sites que os pedófilos vão, sabedores de que neles é possível procurar e encontrar crianças pequenas", disse o detetive inspetor Brian Ward.
Ainda que os grandes sites disponham de medidas de segurança, os pedófilos usualmente conseguem evitá-las. Quando conquistam a confiança da criança, os homens entram em contato privado com elas por meio de serviços de mensagens instantâneas como os do Yahoo! e MSN.
Jeffrey diz que 31 por cento das pessoas com idade entre nove e 19 anos haviam recebido mensagens de conteúdo sexual enquanto usavam a Internet, mas apenas 7 por cento dos pais sabiam disso.
Reuters
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