
"É difícil compreender como essas coisas podem acontecer", disse Maxilian Maurer, porta-voz do autoclube alemão ADAC. "Não é como se as pessoas estivessem dirigindo um tanque de guerra e tivessem apenas uma pequena fresta para observar o percurso. O normal seria que usassem seus olhos e cérebros para tomar decisões, e não confiassem cegamente nos sistemas de navegação. Eu costumava achar que os aparelhos de navegação fossem à prova de burrice, mas aparentemente estava errado", afirmou.
Em outubro, um alemão de 53 anos, obedecendo a um comando do sistema de navegação para que virasse à direita instantaneamente, girou o volante e se chocou com uma cabine que servia como sanitário de beira de estrada 30 metros antes da saída que queria pegar, causando 2 mil euros (US$ 2,6 mil) de prejuízo.
Algumas semanas antes, um motorista de 80 anos também preferiu obedecer ao sistema de navegação e não ao bom senso, e ignorou uma placa de "fechado ¿ em obras" em uma rodovia da região de Hamburgo. Ele colidiu com uma pilha de areia em alta velocidade, mas não se feriu.
No sul da Inglaterra, uma mulher de 29 anos sobreviveu ilesa depois de interpretar erroneamente as instruções do sistema de navegação e dirigir na contramão a quase 120 quilômetros por hora, em uma estrada da região de Portsmouth, de acordo com um jornal local.
Quando detida, depois de dirigir 22 quilômetros se desviando dos carros que vinham em direção oposta, ela disse à polícia que só havia seguido as ordens do sistema de navegação.
Reuters
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Motoristas ligam o sistema de navegação e, às vezes, desligam o cérebro
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