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Tecnologia

 
 

Porto Alegre tem acesso à Web pela rede elétrica

05 de janeiro de 2007 14h48 atualizado às 15h02

A tecnologia de comunicação por linha de energia (Power Line Communication - PLC), que permite acesso à Internet por meio de energia elétrica, está sendo usada no Centro Administrativo Regional da Restinga (CAR), bairro periférico de Porto Alegre, desde os últimos dias do ano passado. Esta é a primeira rede de acesso à Web pela linha de energia elétrica do Estado e, seguramente, a primeira em área pública.

Administrada pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação de Porto Alegre (Procempa), a rede possui 3,5 quilômetros e é a maior em extensão do País para fins de inclusão social. Dados, imagens e voz trafegam a 45 megabits por segundo, velocidade 850 vezes superior à da linha discada.

"Este é um projeto piloto iniciado no último quadrimestre de 2006, que teve como objetivo interligar 24 órgãos do município naquela região. A extensão até o CAR foi um complemento", informa o diretor técnico da Procempa, Zilmiro Tartari, acrescentando que a rede PLC é de baixo custo, pois utiliza a infra-estrutura já existente para transmissão e distribuição dos cabos de energia elétrica, dispensando obras novas de instalação. A rede conta com parcerias da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e CETA-Senai.

De acordo com Tartari, a prefeitura gaúcha investiu R$ 25 mil para colocar cabos de fibra óptica em um pequeno trecho até a rede elétrica do bairro Restinga, cuja distância do centro da capital é 40 km. "Para viabilizar o projeto fizemos parcerias com a CEEE e com a Hiper Trade, fornecedora de equipamentos PLC da Mitsubishi", explica o diretor técnico, lembrando que a Eletropaulo está testando esta tecnologia em laboratório. "O governo federal viu e gostou. Já estamos trocando informações com Brasília, pois existe um projeto em andamento num posto de saúde e numa escola", adianta.

Respondendo interinamente pela presidência da Procempa, Tartari diz que a empresa chegou com fibra óptica até uma subestação próxima ao bairro e com um emulador jogou o sinal para a rede elétrica. "O sinal de Internet entra em média tensão e perde força no caminho. Por isso, colocamos amplificadores para potencializar o sinal a cada 500 metros", explica o diretor técnico. "Na Praça Esplanada, na área central do bairro, a tecnologia sem fio permite o acesso gratuito aos portadores de notebooks", complementa.

"Estamos no início de uma grande revolução, que coloca a tecnologia a serviço da democratização da informação na periferia", disse o prefeito José Fogaça, acrescentando que a comunicação inovadora tornará a capital gaúcha uma referência internacional em novas tecnologias de transmissão de dados para fins sociais.

"Nesta primeira etapa, além do CAR Restinga, encontram-se conectados à rede o posto de saúde Macedônia, a Escola Municipal Alberto Pasqualini e o posto local do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (AEP Senai) e o Centro Administrativo Regional da Restinga (CAR Extremo Sul). Nós colocamos dois totens de auto-atendimento, um da CEEE e outro do município, nos quais a população vai poder consultar contas de luz e os serviços prestados pela Prefeitura", diz Tartari.

Jornal do Brasil
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