
Ao mesmo tempo, o conteúdo disponível na rede é ainda maior. Todos os grandes grupos de Internet e também os sites de intercâmbio estão se adaptando aos celulares. A inovação deve seduzir muitos consumidores: apenas 10% dos usuários têm acesso à Internet móvel atualmente.
O telefone celular serve para acessar o conteúdo dos meios de comunicação, para fazer pagamentos bancários via Internet e para receber publicidade. Duas empresas, a MediaFlo e a Samsung, já anunciaram na CES sistemas de difusão de televisão por telefone ou leitores de vídeo portáteis.
Ao apresentar nesta segunda-feira novos modelos de celulares, os presidentes da Nokia e da Motorola falaram de uma revolução em curso. "A mobilidade mudará completamente a Internet", disse Olli-Pekka Kallasvuo, o presidente da Nokia, líder mundial de telefonia celular. Seu colega da Motorola, a número dois do setor, concorda. "Isto é apenas o início, mas agora tudo chega muito rapidamente", explicou Ed Zander. Na segunda-feira, o Yahoo passou para a ofensiva ao lançar um portal e um site de busca concebido para a Internet móvel.
Seus rivais se preparam para uma nova guerra neste âmbito: o Google acaba de lançar o Google Móvel, uma versão para celulares de seus serviços. A Microsoft apresentou no final de novembro o Live Search for Mobile, especialmente destinado a telefones celulares.
Todo o setor de alta tecnologia e de entretenimento sonha com o mercado potencialmente imenso de uma segunda Internet. Com 90 milhões de unidades, os "telefones inteligentes" representaram aproximadamente 10% do quase um bilhão de celulares vendidos em 2006. O setor de entretenimento por celular (pornografia, jogos de azar, videogames, música e televisão) passaria de US$ 17 milhões para US$ 47 milhões em 2009 e US$ 77 milhões em 2011, segundo a Jupiter Research. Falta ainda levar ao consumidor o celular multifunção, especialmente nos Estados Unidos, onde, ao contrário da Europa e da Ásia, o uso de telefone celular restringe-se à voz, destacou Carmi Levy, analista da Info-Tech.
Segundo a consultora Telephia, no terceiro trimestre de 2006 apenas 3,8% dos americanos compradores de celulares haviam escolhido um celular inteligente, contra 8,8% dos europeus ocidentais. Mas, inclusive na Europa, ainda são raros os consumidores que navegam pela Internet em seu celular, indica um estudo da Forrester publicado em dezembro: 54% não o fazem nunca e 27% não têm essa função em seu celular.
AFP
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