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CES 2007

Terça, 9 de janeiro de 2007, 17h20

Revolução da Web móvel chega em aparelhos de bolso

Aparelhos eletrônicos com mais e melhores serviços permitem levar a Internet no bolso e anunciam uma revolução comparável ao advento da rede mundial de computadores há dez anos, asseguram especialistas reunidos na CES 2007, em Las Vegas. No maior encontro mundial do setor, os fabricantes competem oferecendo supertelefones com telas sensíveis ao toque, conexão à Internet e, inclusive, câmeras e sistemas de localização GPS, capazes de fazer tudo o que faz um computador de escritório, e ainda mais.

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    Ao mesmo tempo, o conteúdo disponível na rede é ainda maior. Todos os grandes grupos de Internet e também os sites de intercâmbio estão se adaptando aos celulares. A inovação deve seduzir muitos consumidores: apenas 10% dos usuários têm acesso à Internet móvel atualmente.

    O telefone celular serve para acessar o conteúdo dos meios de comunicação, para fazer pagamentos bancários via Internet e para receber publicidade. Duas empresas, a MediaFlo e a Samsung, já anunciaram na CES sistemas de difusão de televisão por telefone ou leitores de vídeo portáteis.

    Ao apresentar nesta segunda-feira novos modelos de celulares, os presidentes da Nokia e da Motorola falaram de uma revolução em curso. "A mobilidade mudará completamente a Internet", disse Olli-Pekka Kallasvuo, o presidente da Nokia, líder mundial de telefonia celular. Seu colega da Motorola, a número dois do setor, concorda. "Isto é apenas o início, mas agora tudo chega muito rapidamente", explicou Ed Zander. Na segunda-feira, o Yahoo passou para a ofensiva ao lançar um portal e um site de busca concebido para a Internet móvel.

    Seus rivais se preparam para uma nova guerra neste âmbito: o Google acaba de lançar o Google Móvel, uma versão para celulares de seus serviços. A Microsoft apresentou no final de novembro o Live Search for Mobile, especialmente destinado a telefones celulares.

    Todo o setor de alta tecnologia e de entretenimento sonha com o mercado potencialmente imenso de uma segunda Internet. Com 90 milhões de unidades, os "telefones inteligentes" representaram aproximadamente 10% do quase um bilhão de celulares vendidos em 2006. O setor de entretenimento por celular (pornografia, jogos de azar, videogames, música e televisão) passaria de US$ 17 milhões para US$ 47 milhões em 2009 e US$ 77 milhões em 2011, segundo a Jupiter Research. Falta ainda levar ao consumidor o celular multifunção, especialmente nos Estados Unidos, onde, ao contrário da Europa e da Ásia, o uso de telefone celular restringe-se à voz, destacou Carmi Levy, analista da Info-Tech.

    Segundo a consultora Telephia, no terceiro trimestre de 2006 apenas 3,8% dos americanos compradores de celulares haviam escolhido um celular inteligente, contra 8,8% dos europeus ocidentais. Mas, inclusive na Europa, ainda são raros os consumidores que navegam pela Internet em seu celular, indica um estudo da Forrester publicado em dezembro: 54% não o fazem nunca e 27% não têm essa função em seu celular.

    AFP

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