A proposta anterior foi vetada em maio de 2006, quando o Vint Cerf, Alejandro Pisanty e Paul Twomey, diretor, vice-diretor e presidente da ICANN, votaram contra a idéia. Rumores apontam que a decisão de veto foi feita por influência do governo americano, motivo pelo qual a ICM Registry, empresa por trás da proposta, processou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos com base em documentos que supostamente envolviam o governo na decisão.
Oficiais da ICANN, no entanto, afirmam que não vetaram por conta da oposição, mas sim pela difícil tarefa de ter que garantir que os sites respeitassem todas as leis do mundo que abordam a pornografia, considerando que as legislações de diversos países acabam por ser conflitantes, noticiou o site da Forbes.
Segundo o site VNUNet, de acordo com o novo plano, a ICM Registry se responsabiliza por criar um sistema de classificação do conteúdo pornográfico dos sites sobre o domínio .xxx, através de uma inspeção que se certificará de que nada ilegal esteja sendo publicado e de que os grupos de proteção a crianças sejam consultados, para coibir casos de pornografia infantil. Para que isto aconteça, uma taxa de US$ 10 será cobrada para cada registro.
Para os políticos, a criação do domínio incentivará a expansão da pornografia na internet. Os pornógrafos também vão contra a nova proposta de esquema, achando que a verificação não é necessária, mas caso aprovado, o uso do domínio .xxx será opcional. Hoje, estima-se que 1% de todas as páginas na web contêm pornografia.
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