Vírus & Cia

› Tecnologia › Vírus & Cia

Vírus & Cia

Quinta, 1 de fevereiro de 2007, 14h36

Polícia londrina se declara incapaz contra cibercrime

Um relatório escrito pelo serviço policial metropolitano de Londres revela que a força policial local é incapaz de combater os crimes virtuais. No relatório também é pedido auxílio através da criação de uma unidade dedicada a combater o chamado "e-crime" ou cibercrime.

  • Até 25% dos PCs têm algum tipo de infecção
  • Crime digital movimenta até US$ 8 bi em 2007
  • Previsões para segurança em 2007
  • Conheça a Central de Segurança Terra
  • De acordo com o site The Register, uma força especial para tais fins já havia sido criada sob o nome National High Tech Crime Unit (NHTCU), mas após o estabelecimento da lei Serious and Organised Crime Act, em 2005, foi fundida à SOCA, Serious Organised Crime Agency

    .

    O alarmante relatório aponta que a maior força policial do país, dentre outras 53, não é capaz de combater a crescente criminalidade online. "A habilidade de aplicação da lei para investigar todos os tipos de e-crime locais e globais deve ser integrada como parte de cada investigação, seja especializada, ou assassinato, roubo, demandas de extorsão, roubo de identidade ou fraude", explicou o inspetor chefe McMurdie.

    O relatório diz que uma pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que o custo global anual de crimes online é de aproximadamente US$ 2 trilhões. Estima-se que o vírus "I Love You", de maio de 2000, representou sozinho um custo global de US$ 10 bilhões.

    "Uma recente notificação da DTI/PricewaterhouseCoopers (PWC) indicou que 84% das grandes empresas do Reino Unido sofreram incidentes de segurança no ano passado e que 21% dos participantes de uma pesquisa do governo responderam se sentir em risco de sofrer e-crimes enquanto apenas 16% se diziam mais preocupados com roubos e arrombamentos", diz o relatório. O documento ainda lembra o rápido crescimento desta forma de crime e da relação da tecnologia com crimes tidos como "antigos", como é o caso de fraude e assédio.

    Uma pesquisa interna também tenta identificar em quais áreas os investimentos são mais urgentes. Através deste estudo, confirmaram que no futuro próximo serão necessários mais laboratórios criminalísticos digitais.

    A constatação da necessidade da volta de uma força policial dedicada aos cibercrimes está sendo corroborada por outras organizações, e a Association of Chief Police Officers, que representa os chefes-de-polícia ingleses do Reino Unido, já estuda a possibilidade de criar uma força semelhante à extinta NHTCU.

    Para o site inglês Computing, a habilidade de lidar com o crime virtual no país já está sendo comprometida, mas antes da criação de qualquer nova estrutura as confusões precisam ser esclarecidas e é necessário compreender todas as necessidades, caso contrário, o país pode ser deixado com uma alternativa ainda pior.

    Magnet

    Busque outras notícias no Terra