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Terça, 6 de fevereiro de 2007, 09h52

UE quer proteger crianças da pornografia em celulares

Um grupo de operadoras européias de telecomunicações fechou acordo na terça-feira para tentar proteger as crianças contra pedófilos, agressões e acesso a imagens violentas ou pornográficas quando usarem seus celulares. Deutsche Telekom, Vodafone, Orange, Telecom Italia e outras operadoras ajudarão a controlar o acesso a material adulto, apoiarão campanhas de conscientização e cooperarão com as autoridades no que tange a conteúdo ilegal.

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  • "O acordo é um passo importante para a segurança das crianças", disse Viviane Reding, comissária de Sociedade da Informação e Mídia da União Européia, que ajudou a intermediar o acordo. "Congratulo o setor de telefonia móvel pelo avanço quanto à proteção dos menores. Isso demonstra que a auto-regulamentação responsável pode funcionar em nível europeu", afirmou ela em comunicado.

    Sob o acordo, os 23 fornecedores de conteúdo, operadoras e organizações signatários trabalharão para desenvolver códigos de auto-regulamentação em seus países até fevereiro do ano que vem.

    A Comissão considera que a auto-regulamentação seja uma maneira melhor de proteger crianças porque a probabilidade de que consiga acompanhar o ritmo cada vez mais intenso de uso dos celulares e a mudança dramática de tecnologia é superior ao que seria o caso sob um código público de regulamentação, cuja formulação e atualização seria lenta.

    Em países como Alemanha, Itália e Polônia, mais de 90% dos adolescentes têm celulares, e em países como Grécia, Letônia e Lituânia mais crianças usam celulares do que têm acesso à Internet, de acordo com a Comissão.

    Os números geram exposição a novas ameaças. No Reino Unido, por exemplo, 14% das crianças sofreram agressões pelo telefone, e 10% receberam imagens desagradáveis, de acordo com um estudo britânico.

    As operadoras concordaram em ajudar os pais a determinar o nível de acesso das crianças ao conteúdo oferecido via celular, em oferecer informações de seguranças e em encorajar os pais a conversar com seus filhos sobre os riscos. Elas também começarão a classificar seu conteúdo em termos de adequação para menores. A assinatura do acordo é parte de um dia europeu de segurança na Internet.

    Reuters

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