
A Sony Ericsson juntou-se a rivais maiores na disputa por clientes em mercados emergentes e revelou oito novos celulares, quatro voltados a segmentos de baixo custo e a outra metade com preços mais elevados. Os modelos de baixo custo, com telas coloridas e dois deles com câmeras digitais comuns, estarão disponíveis no segundo trimestre deste ano.





Entre os aparelhos com preço maior, a companhia lançou dois celulares musicais Walkman e dois telefones Cybershot equipados com câmeras digitais sofisticadas. A companhia tem por política vender aparelhos com funções e preços ligeiramente acima dos comercializados por competidores.
O diretor das operações nórdicas da Sony Ericsson, Johan Mathson, disse que espera que os quatro novos modelos básicos custem entre 50 e 100 euros, valores bem acima dos US$ 30 a US$ 40 praticados pela Motorola, segunda maior fabricante de celulares do mundo.
O diretor europeu de marketing da Sony Ericsson, Ben Duffy, informou que a companhia não praticará preços menores que US$ 40 no lançamento. A Sony Ericsson é fabricante de celulares com maior crescimento entre os cinco maiores produtores do mundo graças aos modelos Walkman e Cybershot.
A companhia informa que vendeu mais de 20 milhões de celulares Walkman até agora e 4,5 milhões de aparelhos Cybershot desde lançamentos recentes. A companhia encerrou o quarto trimestre de 2006 com participação de 8,7% no mercado mundial, acima dos 6,6% obtidos no ano anterior.
Enquanto a Sony Ericsson esteve concentrada principalmente nos segmentos de maior valor, suas rivais maiores Nokia, Motorola e Samsung disputaram mercado em países emergentes com aparelhos de baixo custo. Com isso, elas empurraram para baixo o preço médio dos celulares e, nos casos da Motorola e da Samsung, a estratégia também resultou em margens de lucro menores.
A Sony Ericsson, que é agora a segunda mais lucrativa fabricante de celulares do mundo atrás da Nokia, como resultado da aposta nos segmentos mais sofisticados e com margens melhores, tem dito que não ficará restrita a esse setor e que quer tornar-se a terceira maior produtora de telefones móveis do mundo.
A Nokia, com sua participação de 35% do mercado mundial e lucratividade maior, tem mostrado que grande escala cria uma importante vantagem competitiva. A Sony Ericsson informou na semana passada que vai começar a produzir telefones na Índia para atender necessidades dos consumidores desse mercado.
Reuters
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Divulgação
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