
Atualizada às 17h36 A gravadora EMI está negociando o lançamento de grande parte de seu catálogo de músicas para venda na Web sem proteções contra cópias ilegais (DRM) que são atualmente incluídas na maior parte das músicas compradas online.
O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, pediu esta semana para que as gravadoras desistam de distribuir músicas com travas contra pirataria. Isso mudaria dramaticamente a maneira como música é vendida na Web, tornando muito mais simples para os consumidores transferirem músicas entre dispositivos e pessoas diferentes. A questão é determinar se as vendas cresceriam por causa do uso mais simples desses arquivos ou se a pirataria aumentaria.
Uma fonte próxima do assunto informou que a EMI está negociando o lançamento de uma grande quantidade de músicas no formato desprotegido MP3 para várias lojas online. Outra fonte da indústria, afirma que a EMI está buscando grandes pagamentos adiantados dos varejistas em troca pelo direito de venderem músicas em MP3.
Uma segunda fonte da indústria também disse que a EMI está negociando com a Snocap, uma companhia fundada pelo criador do Napster, Shawn Fanning, para lançamento de músicas em MP3 no site de redes sociais do conglomerado de mídia News Corp, MySpace.
Uma porta-voz da EMI informou que a empresa não comenta rumores. Representante do MySpace preferiu não falar sobre o assunto. Uma assessora da Snocap disse que "não há acordo" e não quis comentar sobre possíveis negociações em andamento. "A Snocap tem um ótimo relacionamento com todas as principais gravadoras e conversa com elas frequentemente", disse ela.
A porta-voz da EMI disse, entretanto, que a gravadora já experimentou o lançamento de músicas em MP3 e tem lançado singles de artistas populares como Norah Jones e Lily Allen nesse formato. "Os resultados foram positivos", afirmou a porta-voz da EMI, acrescentando que "a falta de interoperabilidade entre uma crescente variedade de hardware e plataformas digitais de entrega de música está se tornando um problema cada vez mais importante para os consumidores e a EMI tem trabalhado com vários parceiros para encontrar uma solução".
Jobs afirmou que não vê vantagem nas gravadoras continuarem vendendo mais de 90% de seus catálogos em CDs sem proteção de direitos autorais ao mesmo tempo em que continuam vendendo a porcentagem restante recheada de proteções contra cópias.
A Apple também deve retomar no início de março negociações com as quatro principais gravadoras do mundo sobre os termos da parceria com a iTunes Music Store, informou uma fonte próxima da situação. As quatro grandes (Universal Music Group, Sony BMG Music Entertainment, EMI Group e Warner Music Group) negociaram extensões de prazo de um ano com a Apple no ano passado, segundo informou a fonte.
Reuters
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