notícias por e-mail   fale conosco  rss
Internet 10 anos


 

Hardware & Software
Segunda, 12 de fevereiro de 2007, 16h44  Atualizada às 17h20
Intel anuncia lançamento de chip revolucionário
 
AP
Novo chip tem 80 núcleos de processamento
Novo chip tem 80 núcleos de processamento
 Últimas de Hardware & Software
» Vítimas de roubo de laptops confiam em software para rastrear ladrões
» Serviço instável leva Apple a oferecer compensação
» Mouse está com os dias contados, dizem especialistas
» Apple e Acer disputam 3º lugar em mercado de PCs
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

A fabricante de processadores Intel apresentará um novo chip com 80 núcleos de processamento, do tamanho de uma unha, e capaz de fazer mais de um bilhão de operações por segundo, com um consumo que não supera os 62 watts, anunciou a companhia em um comunicado.

O novo chip, que poderá ser usado tanto em servidores quanto em computadores portáteis e de escritório, estará disponível em pelo menos cinco anos, tempo durante o qual serão concebidos programas adaptados a esta nova tecnologia.

Os detalhes técnicos do novo chip serão apresentados durante na conferência Integrated Solid State Circuits Conference - ISSCC, que será celebrada esta semana em San Francisco. Este microprocessador é composto de 80 núcleos de processamento integrado graças à tecnologia de 65 nanômetros e com 100 milhões de transistores em 275 milímetros quadrados: duas vezes o tamanho do chip Core 2 Duo, atualmente à venda.

Esta tecnologia, que permite a transmissão de dados para o interior do chip, abre a porta para a produção de processadores com multinúcleo (multi-core) que envolvem bilhões de transistores, explicou a Intel, acrescentando que por enquanto não se vê "o fim da Lei de Moore".

A Lei de Moore, nome de um dos fundadores da Intel, Gordon Moore, prevê a duplicação anual do rendimento dos circuitos integrados (memórias e processadores). Em 1975, Moore revisou sua estimativa e sustentou que a duplicação deverá ocorrer a cada 18 meses.

Para a empresa, os processadores com multinúcleo servirão principalmente a aplicações que, sobretudo, consomem muita potência, como a inteligência artificial, a comunicação em vídeo instantânea, video games em 3D, motores de busca multimídia e o reconhecimento de voz em tempo real. "Técnicas antes consideradas ficção científica de séries como 'Jornada nas Estrelas' podem se tornar realidade", concluiu a Intel no comunicado.


 
AFP

Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.