


"Os primeiros lançamentos começarão este ano e esperamos que em 2008 as redes de terceira geração sejam uma realidade em grande escala", disse Erasmo Rojas, diretor regional da 3G Américas, associação que promove a tecnologia GSM nas Américas.
Rojas acrescentou que as grandes operadoras regionais devem liderar a adoção do 3G já que precisarão recuperar os gastos com a migração de seus clientes das redes de segunda geração. Disse também que o grande volume de investimentos leva as operadoras a buscar a maximização do retorno antes de oferecerem aos clientes o salto para uma nova tecnologia.
No Chile, que conta com uma taxa de penetração de celulares de 80%, a Entel já lançou uma rede 3G. Também existe uma rede de terceira geração em Porto Rico e há planos concretos para o lançamento no Uruguai e Argentina.
Rojas acrescentou que a recente queda nos preços dos celulares pode se constituir outro impulso para a tecnologia 3G na região latino-americana. "O congresso 3GSM (que acontece em Barcelona) foi marcado por notícias muito promissoras nesse sentido", disse Rojas, referindo-se aos planos da sul-coreana LG Electronics de vender celulares 3G a preços de cerca de US$ 70 dólares.
O executivo também afirmou que os governos latinos poderiam fomentar a implantação da tecnologia 3G mediante marcos regulatórios que incentivem o setor. "Diferente da Europa, não deveria haver leilões muito custosos de licenças 3G", disse Rojas. "(Os governos) poderiam recorrer a outras fórmulas como 'pague à medida que cresça'", afirmou.
Reuters
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