Um homem que foi demitido por visitar uma sala de chat de conteúdo adulto durante o trabalho está processando a IBM em US$ 5 milhões, de acordo com o site DailyTech. James Pacenza, 58, alega que estava visitando o chat como um tratamento para um trauma decorrente de uma experiência durante a guerra do Vietnã, em que ele viu seu melhor amigo ser assassinado.
» Viciados em Internet escondem problema, diz estudoPacenza afirmou que o estresse causado o tornou "um viciado em sexo e, com o desenvolvimento da Internet, um viciado na rede". Ele alega que seu vício deveria ser classificado como uma incapacidade e, deste modo, ele deveria estar protegido pela lei ADA (Americans with Disabilities Act). "Eu senti que eu precisava de um compromisso interativo em um chat para distanciar meus pensamentos do Vietnã e da morte", Pacenza disse.
Seu advogado, Michael Diederich, disse que Pacenza havia voltado recentemente de um memorial em Washington para veteranos do Vietnã, antes de entrar no chat como "uma forma de automedicação" para os distúrbios pós-traumáticos.
A IBM não acatou o argumento, alegando que a companhia emite advertências contra o acesso a sites de conteúdo adulto durante o trabalho e, segundo o site Reseller News, o ex-funcionário já havia recebido avisos assim meses antes de ser demitido. Pacenza nega o fato.
O caso vai a julgamento no próximo mês. Enquanto isso, Pacenza e seu advogado planejam lutar contra as políticas da IBM. "Um veterano combatente militar deveria dispor de uma segunda chance e de razoáveis acomodações no ambiente de trabalho para ajudar a combater a relatada incapacidade", afirma Diederich.
De acordo com um artigo no site Arstechnica, o vício de Internet atinge de 5% a 10% dos usuários e entre seus sintomas estão "vícios cibersexuais" e "net-compulsões", ambos manifestados por Pacenza.
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