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Terça, 27 de fevereiro de 2007, 11h36

Estratégia da MSN trata China como região separada

Sophie Taylor

A divisão online da Microsoft está tratando o mercado da Grande China como uma região geograficamente separada do restante da Ásia, disseram fontes do setor na terça-feira, o que indica a crescente importância do país para a gigante do software.

A região "Grande China" da MSN —que inclui a China continental, Taiwan e Hong Kong— agora se reporta diretamente à sede norte-americana do grupo, em lugar de estar subordinada à região Ásia-Pacífico, disseram fontes setoriais próximas da situação.

Richard Feng, porta-voz do grupo de serviços online da Microsoft, confirmou a mudança, na terça-feira.

"Isso se deve à importância do mercado da Grande China, ao seu potencial, crescimento e valor de negócios", disse Feng, em entrevista por telefone, de Pequim.

A Microsoft está reforçando suas ofertas de mídia online para consolidar sua posição de liderança e concorrer contra rivais estrangeiros na China, o segundo maior mercado mundial de Internet, depois dos Estados Unidos, com cerca de 137 milhões de usuários.

A MSN China planeja lançar um serviço de busca de empregos no país este ano, conforme anunciou no começo do mês, o que poderia colocá-la em posição direta de confronto contra gigantes como a 51job, a ChinaHR.com (controlada pela Monster Worldwide) e a Zhaopin.com.

Fontes também informaram à Reuters no mês passado que a Microsoft está estabelecendo um centro de pesquisa e desenvolvimento para a divisão MSN em Xangai, o primeiro desse tipo localizado fora dos Estados Unidos.

O centro de pesquisa e desenvolvimento da MSN, localizado no Zizhu Science Park, em Xangai, onde a gigante dos chips Intel já estabeleceu um escritório de pesquisa, desenvolverá software para a Internet. A Intel também anunciou recentemente que trataria a China continental e Hong Kong como uma região geograficamente separada, a partir do início de seu ano fiscal de 2007.

A MSN China também está formando parceria com a Ctrip.com,. maior agência de viagens online chinesa, para capturar o número cada vez maior de jovens consumidores chineses ricos e interessados em turismo.

Reuters

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