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Tecnologia

 
 

Coréia do Sul cria guia de etiqueta para robôs

09 de março de 2007 08h35 atualizado em 11 de março de 2007 às 18h31

Este robô criado para vigilância é capaz de enviar imagens do ambiente monitorado. Foto: EFE

Este robô criado para vigilância é capaz de enviar imagens do ambiente monitorado
Foto: EFE

O governo sul-coreano começou a trabalhar na criação de um guia de práticas éticas para definir como deve acontecer a interação entre as pessoas e os robôs.

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O chamado "Estatuto de Ética de Robôs" está previsto para publicação ainda este ano e é responsabilidade de uma equipe de cinco especialistas, entre eles um escritor de ficção científica que, segundo o site The Register, poderia se posicionar como o finado, famoso autor de sci-fi, Isaac Asimov na criação das três leis da robótica, criticadas por não permitir a existência de soldados e policiais robôs.

A robótica é uma preocupação do governo sul-coreano, que identificou o nicho comercial como direcionador econômico e está investindo milhões de dólares em pesquisas.

Por conta deste tipo de investimento, o governo do país é conhecido por seu compromisso com a tecnologia, e a Coréia do Sul é uma das sociedades mais tecnologicamente evoluídas do mundo. Uma pesquisa veiculada recentemente pelas autoridades locais prevê que robôs poderão realizar rotineiramente cirurgias a partir de 2018, conforme noticiou o site BBC.

Para o Ministério de Informação e Comunicação da Coréia do Sul, cada residência deverá ter um robô entre 2015 e 2020, o que mostra a necessidade de uma cartilha a ser seguida. "Imagine se as pessoas passarem a tratar andróides como se as máquinas fossem suas mulheres", declarou Park Hye-Young, da equipe de robótica do ministério. "Outros podem ficar viciados em interagir com estes, assim como muitos usuários de internet ficam viciados no mundo cibernético", cogitou.

A preocupação com o futuro da robótica e com suas implicações éticas não é exclusividade sul-coreana. O governo inglês acredita que nos próximos 50 anos os robôs poderiam demandar os mesmos direitos que seres humanos. A European Robotics Research Network também está criando uma série de diretrizes para o uso de robôs, que devem ser divulgadas em Roma em abril de 2007.

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