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Mas Richard Windsor, analista do setor de telefonia na corretora Nomura, de Londres, disse a clientes no final da semana passada que representantes não especificados do Google, na feira de tecnologia CeBIT, na Alemanha, confirmaram a informação de que a empresa está trabalhando em um modelo próprio de celular.
"Não será um aparelho sofisticado, mas um dispositivo de massa, direcionado a levar o Google a usuários que não têm computador", disse o analista.
O Google não comentou diretamente sobre os rumores na Europa e Estados Unidos sobre a criação de um celular de baixo custo capaz de se conectar à Internet e equipado com tela colorida e ampla. Jornais e blogs vêm dizendo nos últimos meses que o Google está em contato com fabricantes asiáticos de celulares sobre o projeto.
"A telefonia móvel é uma área importante para o Google", disse Erin Fors, porta-voz da empresa, na sexta-feira. "Continuamos concentrados na criação de aplicativos e desenvolvimento de parcerias com líderes setoriais para serviços inovadores aos usuários em todo o mundo. No entanto, não temos nada mais a anunciar."
Os entusiastas dos aparelhos eletrônicos que há apenas dois meses estavam obcecados com o impacto potencialmente revolucionário do iPhone, da Apple, sobre o setor de telefonia, transferiram suas atenções ao possível desenvolvimento pelo Google de um celular de baixo preço. O iPhone chega ao mercado em junho, por preços a partir de US$ 500.
"Obviamente precisamos de outro celular para atrair o interesse e gerar especulações, e o candidato natural, sem dúvida, é o Google Phone", escreveu o site Endgaget no começo do mês. É certo que as especulações febris sobre produtos do Google já foram frustradas no passado, quando havia fortes boatos de que a empresa estaria desenvolvendo uma linha própria de computadores pessoais, pouco mais de um ano atrás. O que na verdade se materializou foi um conjunto de programas gratuitos para facilitar o uso das máquinas equipadas com Windows já em uso.
Simeon Simeonov, um investidor na Polaris Venture Partners, disse em nota publicada em blog em 4 de março que "uma fonte da indústria próxima da empresa" tinha dado a informação a ele que o Google está desenvolvendo um aparelho "parecido com o Blackberry".
O aparelho que Simeonov descreve pode ter recursos de chamadas pela Internet. Ele afirmou que a máquina está sendo desenvolvida pelo grupo de mobilidade do Google, que possui cerca de 100 pessoas e inclui Andy Rubin, o criador do Sidekick, um dispositivo popular que mistura funções de telefone e Internet e foi produzido por sua antiga companhia, a Danger Inc.
Reforçando as especulações, Isabel Aguilera, diretora das operações ibéricas do Google, foi citada na semana passada pelo site espanhol Noticias.com reconhecendo a existência do projeto de alguns engenheiros da empresa para a criação de um celular.
Reuters
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