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Terça, 27 de março de 2007, 10h28 Atualizada às 15h48

RS lança primeiro chip comercial do Brasil

O Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) do Rio Grande do Sul coloca no mercado esta semana o primeiro chip comercial brasileiro projetado no país. O produto será entregue à empresa Altus Sistemas de Informática S/A, na futura sede do Ceitec gaúcho, em Porto Alegre.

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"Com o Circuito Integrado (CI), o Ceitec insere novamente o Brasil na corrida tecnológica de onde está fora há 10 anos", afirma o diretor presidente do Centro, Sérgio Dias. "O Ceitec criará uma cultura nas empresas nacionais de projetar e fabricar chips no Brasil, transformando o perfil de apenas montar circuitos integrados já prontos."

Segundo Dias, os trabalhos para o desenvolvimento do chip começaram em 2006, com a aprovação do projeto no Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep). Vinculado ao Ministério das Ciências e Tecnologia (MCT), o Finep contemplou o pagamento dos custos da concepção do produto.

Como a fábrica do Centro não está concluída, o projeto foi enviado à Inglaterra para prototipagem e, depois de fabricado, para os Estados Unidos, para encapsulamento. "Agora, de posse do chip, a equipe de engenheiros do Centro irá testá-lo para garantir que ele corresponda à especificação feita pela Altus."

Depois de testado e certificado, o produto será liberado para uso em produção. Com investimentos de R$ 180 milhões, o Ceitec é o único centro da América Latina e um dos seis no mundo que produzirá componentes eletrônicos integrados.

A fábrica do Ceitec gaúcho, única na América Latina, está em fase de instalação de equipamentos e deve começar a produzir os chips a partir de janeiro de 2008. Ela também deverá produzir o primeiro chip brasileiro para TV digital. Pioneira na América Latina na produção de chips, terá capacidade para gerar quatro mil lâminas de silício por mês, com 200 a 15 mil chips por lâmina, e atender a dois terços das demandas do mercado brasileiro.

No Rio Grande do Sul, o Ceitec fez parcerias com empresas e instituições de ensino e pesquisa "buscando a criação de convênios para fomentar o interesse de estudantes na área de microeletrônica e, principalmente, a formação de recursos humanos". O centro funciona com recursos dos governos federal, estadual e municipal.

Agência Brasil

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