
Atualizada às 14h52 A fase de integração de sistemas do avião foi iniciada em 2003 no Centro Europeu da Boeing, em Madri, e terminou recentemente, disse o responsável de Tecnologias Ambientais do centro, Nieves Peña.
O protótipo tem 16,3 metros de envergadura e poderá voar a uma velocidade de cruzeiro de 100 km/h, graças a um sistema híbrido de potência no qual a pilha de combustível de Membrana de Intercâmbio Protônico (Proton Exchange Membrane, PEM) proporciona a energia para a fase de cruzeiro.
As baterias de íon lítio entram em funcionamento nos momentos de maior necessidade energética, a decolagem e ascensão.
As pilhas PEM, segundo Peña, não produzem emissões e fazem menos barulho que os conhecidos motores impulsionados por hidrocarbonetos.
O grupo Aerlyper, de Madri, ficou responsável pelas modificações na estrutura do avião; a Air Liquide España, pelo desenho e montagem de combustível a bordo e pela estação de reabastecimento; e a Senasa fornecerá as instalações para os vôos de teste, no município de Ocaña, na província espanhola de Toledo (centro).
A divisão de Engenharia Eletrônica da Universidade Politécnica de Madri (UPM) colaborou na construção da caixa de gestão e distribuição de potência, e seu Instituto Universitário de Pesquisa do Automóvel (INSIA) fez os testes em banco de pós-integração.
Os outros fornecedores espanhóis são: Indra, ICC, Inventia e TAM.
"Os verdadeiros desafios" do projeto e realização do protótipo foram resolver problemas como a dissipação de calor, a distribuição de potência, acoplamento de peças e a segurança, todos eles "resolvidos com eficácia".
A tecnologia das pilhas de combustível ainda está muito longe de ser usada no transporte aéreo de passageiros, ao contrário do que acontece com o terrestre, pois "em cerca de cinco anos será possível ter carros circulando movidos a pilhas de combustível", disse Peña.
Uma pilha de combustível é um dispositivo eletroquímico que transforma diretamente o hidrogênio em eletricidade e calor sem combustão, o que proporciona "eficácia e benefícios ambientais", porque não produz emissões de CO2 e são mais silenciosos do que os motores impulsionados por hidrocarbonetos.
Além do sistema PEM, os pesquisadores consideram promissores outros tipos de tecnologia de combustível, como as de óxido sólido (Solid Oxide Fuel Cell).
Essa tecnologia poderia ser aplicada em sistemas geradores de energia secundária - entretenimento e luzes -, e poderiam ser aplicados em aviões comerciais em 10 ou 15 anos.
EFE
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