
Atualizada às 13h31 "Ele disse que eu era jovem e mudaria de idéia quando envelhecesse... e continua a dizer a mesma coisa embora eu já tenha passado dos 30", ela afirmou.
Qiao Qiao foi a primeira convidada do "Tongxing Xinglian", o primeiro chat gay transmitido pela Internet chinesa, com apresentadores gays e acessível a mais de 130 milhões de usuários de Internet no país. O título é uma espécie de jogo de palavras com um ditado chinês que diz que "pessoas que sofrem dos mesmos problemas simpatizam umas com as outras", e a série semanal de 12 episódios, produzida pela PhoenixTV.com, tem por objetivo abrir as mentes de um país no qual o homossexualismo era considerado doença mental até 2001.
"Evidentemente nem todo mundo aceitará este programa", disse o produtor Gang Gang depois da transmissão via Web. "Mas 90 por cento das pessoas acreditam que nosso trabalho aqui seja significativo," acrescentou ele, que também apareceu diante das câmeras.
No primeiro episódio, de uma hora, Gang conversou com Qiao, com o apresentador Didier Zheng e com Shu Qi, um assistente social que gosta de usar roupas femininas, e tratou de sexo, identidade e discriminação. Os episódios subseqüentes terão atores célebres, advogados, professores e psicólogos, segundo Gang.
Depois da era de Mao Tsé-Tung, quando os homossexuais eram perseguidos e aprisionados, a China começou lentamente a aceitar mais os gays, criando linhas telefônicas de assistência a homossexuais e oferecendo testes gratuitos para doenças sexualmente transmissíveis, nos últimos anos. "A China está se abrindo mais e mais. Nas grandes cidades, há muitos grupos gays participando de toda espécie de atividade", disse Gang.
Reuters
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