O Facebook, que vem registrando crescimento explosivo em comparação com outros sites de redes sociais desde que passou por uma crise com seu quadro de usuários, há seis meses, revelou na quarta-feira novos recursos que marcam sua transformação de site de encontros para universitários em ferramenta mais abrangente de formação de redes sociais.
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O site fundado três anos atrás por Mark Zuckerberg, 22, então estudante de graduação em Harvard, vem discretamente introduzindo novos recursos e solicitando comentários de dezenas de milhares de usuários.
O Facebook, segundo maior site norte-americano de redes sociais, depois do MySpace, da News Corp., enfrentou uma onda de preocupações de seus usuários quanto a privacidade, em setembro passado, depois de introduzir um novo projeto de página que revelava mais informações pessoais sobre os usuários do que muitos deles desejavam divulgar.
Mas depois de reagir rapidamente a protestos online que envolveram centenas de milhares de seus membros, o Facebook subsequentemente viu explosão em seu ritmo de crescimento, o que levou o quadro de usuários ativos do site a 18 milhões de pessoas, ante cerca de 7,5 milhões antes da crise.
O site lançou nesta quarta-feira novos recursos cujo objetivo é simplificar a maneira pela qual os usuários navegam pelos perfis individuais de membros para acompanhar os acontecimentos nas vidas de amigos e colegas. O site oferecerá páginas definidas como portais, que permitirão que os usuários vejam um apanhado geral dos grupos aos quais pertencem e de grupos aos quais poderiam aderir.
"Só se pode ver as redes em que a pessoa está e as redes a que ela poderia aderir", disse Zuckerberg, presidente-executivo da Facebook, em entrevista telefônica. O Facebook tem mais de 19 milhões de usuários registrados, em 47 mil redes regionais, de trabalho, universitários ou colegiais. A popularidade do site está vinculada ao controle dos usuários sobre o que os outros membros podem ver.