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Quarta, 11 de abril de 2007, 16h28

Empresas são como árvores: não crescem até o céu

Eva Mothci
Direto de Comandatuba

O que faz com que uma empresa tenha uma vida longa e rentável? Este foi o mote para a palestra de Carlos Arruda na abertura do IT Forum 2007 nesta quarta-feira. O evento na Ilha de Comandatuba, na Bahia, reúne mais de cem executivos até domingo, para discutir a longevidade e a sustentabilidade das organizações - e a contribuição da TI nestas questões. Arruda citou Peter Drucker, dizendo que "as árvores não crescem até o céu". E as empresas também não, complementou.

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Arruda, que é professor de competitividade na Fundação Dom Cabral, contou que a FDC completou trinta anos em 2005 e a partir daí começou a se pensar no impacto destes anos passados, e o que seria feito para continuar bem nas próximas três décadas. Em 2006, Arruda e a FDC realizaram uma pesquisa sobre Longevidade e performance empresarial analisando as 500 maiores empresas do ranking da revista Exame, ano a ano, de 1973 a 2005.

Porque apenas algumas empresas conseguem ter vida longa? As que conseguem, como se renovaram? Qual o papel da liderança? Que novos cenários terão que enfrentar para garantir a sobrevivência no futuro? Qual o papel da TI para a longevidade e a sustentabilidade das empresas? Da análise das 500 maiores empresas, foi feito um estudo qualitativo de 14 dessas empresas, de diferentes portes, perfis e setores. Numa terceira etapa do estudo, houve discussão com lideranças empresariais.

A pesquisa mostrou que das 500 empresas listadas pela revista em 1973, apenas 117 se mantiveram no ranking em 2005. E Arruda apresentou então algumas observações, decorrentes do estudo:
- As empresas tinham valores que as caracterizavam - mesmo as que não existem mais.
- As empresas pesquisadas caracterizavam-se por uma certa ousadia financeira.
- Algumas empresas, mesmo consideradas excelentes pela mídia ou como um bom lugar para se trabalhar, não sobreviveram.
- Empresas longevas se caracterizam pela inovação em produtos, processos, tecnologia ou outro, mas algumas das que não sobreviveram também eram inovadoras. Ou seja: a inovação é necessária, mas não é o suficiente.
- A longevidade está diretamente ligada à capacidade de superar crises.

Não existe, portanto, uma receita "pronta" para que uma empresa cresça e se mantenha com lucratividade, afirmou o professor. Mas citou quatro condições que são, segundo ele, fundamentais para a longevidade de uma organização:
- Preparar a sucessão em todos os níveis: sentir a época mais adequada para passar o bastão e fazer isso programadamente.
- Monitorar a "elasticidade" da empresa, isto é, sua maior ou menor capacidade de sofrer tensões sem se deformar a ponto de chegar à ruptura.
- Estabelecer metas de crescimento com lucratividade a curto, médio e longo prazos.
- Ter uma liderança consciente do seu papel fundamental.

(A jornalista viajou a convite da IT Mídia, organizadora do evento)

Redação Terra

Divulgação
A inovação é fundamental, mas não é o suficiente para garantir a sobrevivência da empresa, diz Arruda.
A inovação é fundamental, mas não é o suficiente para garantir a sobrevivência da empresa, diz Arruda.

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