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Tecnologia

 
 

Laptop de US$ 100 é mostrado em Fórum no RS

12 de abril de 2007 12h55 atualizado às 17h18

Computador do OLPC já está sendo testado em escolas de Porto Alegre e São Paulo. Foto: Bruno Maestrini/Terra

Computador do OLPC já está sendo testado em escolas de Porto Alegre e São Paulo
Foto: Bruno Maestrini/Terra

O laptop do projeto Um Computador por Criança (OLPC) foi apresentado para o público mexer, experimentar e conhecer no Fórum Internacional do Software Livre (fisl). Esta é a primeira vez que o público tem contato com o aparelho. O projeto também está fazendo testes com os computadores em uma escola de Porto Alegre e em outra de São Paulo.

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"Estamos fazendo testes em Porto Alegre e na Nigéria há algumas semanas. As crianças já encontraram diversos problemas que devemos consertar na próxima versão do produto", disse Jim Gettys, um dos vice-presidente de software do OLPC.

O sistema operacional que o computador roda é baseado em Fedora, e a interface é extremamente intuitiva. "Crianças não têm conceitos prévios sobre programas ou notebooks. Uma criança leva cerca de 10 segundos para abrir o nosso laptop, adultos demoram muito mais", contou Gettys.

Uma das principais novidades do projeto é o consumo de força, que é mínimo. No modo preto e branco para leitura, o aparelho consome apenas 1,15 W, de acordo com Getty, em comparação a cerca de 14 W gastos por um notebook convencional. O dispositivo também possui um modo onde é possível enxergar a tela com luz solar direta, além de sair do modo de espera em cerca de um quarto de segundo.

Testes em escolas
Há três semanas a Escola Estadual Luciana de Abreu está testando o notebook em Porto Alegre. Em São Paulo, a EMEF Ernani Bruno Silva recebeu o mesmo número de máquinas. As instituições receberam um lote de 100 unidades cada, mas esperam mais 300 em breve.

Professores dos dois colégios estão recebendo treinamento para como ensinar os alunos utilizando o equipamento. "O professor utiliza o computador em aula se quiser, não é obrigatório", diz Alexandre Martinazzo, mestrando da USP e um dos envolvidos no projeto. Alunos monitores, das sétimas e oitavas séries também serão treinados para auxiliar os menores.

De acordo com Martinazzo, existe também um trabalho comunitário envolvido para educar os pais e a comunidade, já que na região onde fica localizada a escola, na zona oeste da cidade, existe muita criminalidade.

Redação Terra