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Sábado, 14 de abril de 2007, 20h47

Feira de robôs recebe torneio sul-americano

Felipe Munhoz
Direto de São Paulo

O Salão Internacional de Robótica e Inteligência Artificial reúne o presente e o futuro. De um lado estão homens de negócios, sérios e engravatados, do outro estão crianças de caras pintadas e barulhentas, que disputam o Sul-Americano do First Lego League (FLL). A competição reúne 39 escolas do Brasil e uma do Peru, que precisam realizar duas tarefas: uma missão com um material de robótica da Lego e uma pesquisa que deve dar alguma contribuição para a sociedade. Este ano, o tema é nano tecnologia.

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O Campeonato, organizado pela Lego e pela First (ONG que promove campeonatos de jovens por todo o mundo), vai até domingo. Ao todo, são mais de 500 crianças, de dez a 15 anos, que contam com a ajuda de seus professores e da torcida, que sempre faz muito barulho. ¿Esta é a segunda vez que estou participando. É uma boa experiência para nós, estes desafios estimulam a desenvolver o cérebro¿, destaca Roger Zamparette, 14 anos, da equipe Loading, de Tubarão, Santa Catarina.

Além de realizar as missões, os alunos tem uma outra tarefa. ¿Eles precisam conseguir patrocínio para todos os gastos com a viagem. Isso é fantástico. Talvez, seja a coisa mais difícil¿, opina o representante da equipe Lego Teen, de Pindamonhangaba, São Paulo, que conseguiram apoio para bancar os cerca de R$ 25 mil gastos na viagem.

Visitantes
Os peruanos de Piura, cidade localizada a 1,5 mil quilômetros de Lima, foram os únicos estrangeiros a aceitarem o desafio do FLL. "É muito importante esta experiência para os nossos alunos. No Peru, não são todas as casas que tem computador, pouca gente tem contato com tecnologia", disse o professor, Carlos Gomes Sanchez, da equipe Nanogénesis. "Eu ensino informática para crianças de 3, 4 anos e é impressionante como elas aprendem fácil. Por isso, é importante para nós participar de uma feira como essa", completou.

Redação Terra

Felipe Munhoz/Terra
Escola veio do Peru para competir em São Paulo
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