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Sexta, 20 de abril de 2007, 15h25

Apple busca acordo sobre DRM com outras gravadoras

Quando a Apple se sentar para negociar contratos com as principais gravadoras do mundo no próximo mês, a empresa provavelmente buscará mais concessões do setor sobre a venda de música digital sem recursos de proteção contra cópia.

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A dona do player de música líder do setor, iPod, e da maior loja online, iTunes, já conseguiu aval do EMI Group, terceira maior gravadora do mundo, e entra na negociação com outros selos com posição de força, disseram executivos da indústria. O acordo com a EMI deixa Universal Music, Sony BMG Music Entertainment e Warner Music em uma posição difícil.

"A EMI fechou um acordo que colocou nós todos em desvantagem", disse um executivo da indústria da música que pediu para não ser identificado. Ele afirmou que a EMI concordou em deixar a Apple vender canções sem proteção contra pirataria para agradar acionistas que estavam preocupados com a possibilidade de a gravadora estar atrás na competição do setor.

Por sua parte, a EMI argumenta que o sistema contra cópia, conhecido como digital rights management (DRM), tem frustrado consumidores. "Acreditamos que a remoção vai impulsionar a música digital como um todo", disse a porta-voz da EMI.

Universal, Sony BMG e Warner Music vão tentar discutir nas negociações para renovação de contratos com a Apple preços diferentes para músicas, um serviço de assinatura para o iTunes e mais conjuntos de canções e outros produtos disponíveis em pacotes digitais, disseram executivos e analistas do setor. As negociações individuais devem começar no final deste mês.

As gravadoras também querem melhorar suas margens e houve até rumores de que elas vão tentar obter uma porcentagem das vendas dos próprios iPods ou de futuros dispositivos como o aguardado celular da Apple, o iPhone, que começará a ser vendido em junho. Mas analistas consideram essa possibilidade remota, ainda mais com o acordo com a EMI levando a quebra do DRM para o topo da agenda.

As gravadoras já estão sob domínio da Apple, que tem mais de 80% das vendas de downloads de música nos Estados Unidos. A companhia informou na semana passada que vendeu 100 milhões de iPods desde que lançou o produto em 2001. "Se a Universal aceitar (o fim do DRM), então todo mundo irá segui-la", disse o executivo do setor que pediu para não ser identificado. A Universal detém cerca de 30% de participação no mercado.

Analistas afirmam que as gravadoras esperam convencer a Apple a aceitar um modelo de assinatura similar ao oferecido por serviços rivais do iTunes como o Rhapsody, da RealNetworks. A EMusic, que é o segundo serviço de música digital mais popular depois do iTunes e não oferece repertório das grandes gravadoras, tem tido sucesso com o modelo de assinatura e conseguiu atingir a marca de 300 mil clientes este mês.

"As gravadoras gostam da idéia de receita recorrente", disse o analista do Gartner, Mike McGuire. "O desafio será convencer a Apple de que os custos extras envolvidos nisso valem a pena." Todas as quatro gravadoras, incluindo a EMI, não quiseram comentar as negociações com a Apple.

Reuters

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