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Segunda, 7 de maio de 2007, 16h46

Diretor de escola russo é multado por piratear Microsoft

O diretor de uma escola russa anunciou na segunda-feira que um tribunal o multou em metade de seu salário mensal por ter usado cópias piratas de softwares da Microsoft em sua escola, num caso que o presidente Vladimir Putin definiu como "completa besteira".

Os promotores alegaram que Alexander Ponosov violou os direitos de propriedade da Microsoft ao permitir que alunos da escola usassem 12 computadores com cópias não licenciadas do software Microsoft Windows e Office.

A Rússia vem sendo pressionada a reprimir a ampla disponibilidade de software, CDs e filmes piratas a um baixo preço, num momento em que se prepara para entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Há cópias ilegais do Windows XP à venda por seis dólares nos mercados de Moscou.

A TV estatal russa retratou Ponosov como herói em uma batalha de Davi versus Golias contra o sistema judicial e as grandes empresas internacionais.

"Hoje o tribunal anunciou o veredicto de culpado e me ordenou que pagasse multa de 5 mil rublos (194,40 dólares)", disse Ponosov à Reuters em entrevista telefônica, da região de Perm.

"Me considero inocente e pretendo recorrer", disse, acrescentando que não havia pago a multa. Ponosov disse que seu salário é de cerca de 10 mil rublos mensais.

Putin descreveu o caso como "completa besteira", e o antigo presidente soviético Mikhail Gorbatchev chegou a pedir que Bill Gates, co-fundador da Microsoft, intercedesse em benefício do diretor.

Em fevereiro, um tribunal local rejeitou o caso porque considerou que o prejuízo sofrido pela Microsoft havia sido insignificante, mas Ponosov apelou por não ter sido declarado inocente. Os promotores também apelaram, e o caso voltou ao tribunal.

Agora, o tribunal considerou que Ponosov causou prejuízo de 266 mil rublos à Microsoft, de acordo com a agência de notícias RIA.

A Microsoft, maior produtora mundial de softwares, disse que as autoridades russas é que deram início ao processo.

"Nosso interesse não é processar escolas ou professores, mas sim ajudar os alunos a desenvolverem a competência tecnológica de que precisarão no século 21", afirmou a empresa em comunicado.

Reuters

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