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O blog permitiu que ele explicasse a guerra aos leitores de seu país com uma dose de realismo que ele não conseguiria reproduzir caso contasse as experiências em um livro escrito depois de voltar para casa, disse Buzzell à Reuters em uma entrevista por telefone, de Los Angeles.
"Eu voltava de missões, minhas orelhas ainda zumbindo devido ao ruído dos tiroteios, e me sentava e escrevia a respeito", contou. "Se você considerar os livros sobre guerra e de História do passado, eles sempre foram escritos em retrospecto. Voltei há dois anos. Se alguém me dissesse para escrever um livro sobre o Iraque agora, mal saberia como começar", afirmou.
Enquanto ele ainda estava no Iraque, as forças armadas, mencionando questões de segurança, ordenaram que Buzzell suspendesse a publicação de suas anotações na Internet. Mas ele já havia recolhido material suficiente para formar a base de um livro. "Um soldado escrevendo em um blog que o mundo todo pode ler causa grande nervosismo no comando. Essa foi a primeira guerra na qual a Internet foi parte tão importante, e eles estavam nervosos sobre isso", disse Buzzell sobre os comandantes que ordenaram que ele parasse de escrever.
Mas ele afirma que outros soldados continuaram postando na Web relatos sobre suas experiências no Iraque. "Quando mais blogs, livros e textos surgirem sobre a guerra, mais compreensão haverá. As pessoas aqui não sabem o que nossos soldados passam a cada dia", afirmou.
Uma de suas inspirações foi o escritor Kurt Vonnegut, que sobreviveu ao bombardeio incendiário de Dresden, Alemanha, na Segunda Guerra Mundial. Vonnegut, que morreu no mês passado, escreveu um elogio ao livro de Buzzell e lhe enviou um cartão postal, "de um veterano e escritor a outro".
Reuters
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