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Há três semanas, a remoção da estátua, que homenageava os soldados do Exército Vermelho que combateram os nazistas na Segunda Guerra Mundial, provocou confrontos nas ruas de Tallin que deixaram ao menos um morto e vários feridos e detidos.
A retirada do monumento também provocou uma crise nas relações entre a Estônia e a Rússia. O governo russo classificou a atitude do governo estoniano de "um insulto" contra os soldados que morreram para livrar a região dos nazistas.
O governo da Estônia diz que os ataques cibernéticos, que começaram logo após a remoção da estátua, ameaçam cortar a comunicação dos sites do país na Internet com o resto do mundo.
Bombardeio
O governo estoniano diz que seus sites e muitos sites de empresas e bancos do país estão sendo bombardeados por uma enorme quantidade de pedidos de informação, acima da capacidade de processamento dos seus servidores.
Os ataques começaram ao final de abril, coincidindo com a retirada do monumento conhecido como Soldado de Bronze.
A estátua, vista como um símbolo da opressão soviética por muitos estonianos, é considerada um monumento anti-fascismo pela Rússia e pela grande comunidade étnica russa da Estônia, que consideraram a remoção um insulto.
O Ministério da Defesa da Estônia diz que os contínuos ataques cibernéticos contra os sites do país estão vindo de todas as partes do mundo, mas que muitos deles estariam vindo de sites baseados na Rússia.
Instruções em russo
Além disso, segundo o ministério, instruções sobre como realizar os ataques estariam circulando em russo em sites russos.
O governo diz que, apesar de especialistas da Otan e de outros países da União Européia estarem ajudando o país a traçar as origens dos ataques, a Rússia não estaria cooperando com as investigações.
A Estônia quer que o episódio, que classifica como uma agressão russa, esteja no topo da agenda da cúpula União Européia-Rússia, que começa na sexta-feira em Samara, na Rússia.
De Samara, o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov negou à BBC que seu governo tenha qualquer envolvimento com os ataques à Estônia, descrevendo as alegações como "completamente inverídicas".

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