Atualizada às 10h56
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A cineasta usou as imagens de CCTV mas cobriu todos os rostos com tarjas - Luksch, no entanto, é a única personagem identificada. A história passa no futuro, em um mundo "sem faces", em que ela é a única personagem com um rosto.
Imagens
"Nós estamos sendo filmados por câmeras de CCTV o tempo inteiro, em todos os tipos de situação", disse a austríaca à BBC. "Descobri que sob o Ato de Proteção aos Dados (DPA, na sigla em inglês), uma pessoa tem o direito de recuperar as informações sobre si mesma. Isso se aplica não apenas aos dados médicos ou financeiros, mas também às imagens de CCTV."
Manifesto
Após ter a idéia sobre o filme, Luksch tentou obter o máximo de imagens possíveis de si mesma. As primeiras imagens que recebeu foram dela em um teatro.
O filme foi produzido de acordo com o "manifesto para cineastas de CCTV" que determina que não sejam utilizadas outras câmeras ou equipamentos, as únicas câmeras utilizadas precisam ser as de CCTV já instaladas e as imagens devem ser obtidas sob o Ato de Proteção aos Dados.
Luksch contou que em muitas vezes teve dificuldades em obter o material porque os funcionários desconheciam a lei. Em alguns casos, eles se recusavam prontamente a fornecer as imagens ou queriam cobrar taxas inexistentes para liberá-las.
BBC Brasil
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