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Sexta, 18 de maio de 2007, 08h50 Atualizada às 10h23

Universidade de Stanford multa estudantes 'piratas'

Depois de figurar na 24ª posição da lista da MPAA de faculdades com maior número de piratas nos Estados Unidos, a Universidade de Stanford, na Califórnia, resolveu tomar uma atitude para coibir atividades ilícitas em sua rede de computadores.

» MPAA identifica universidades com mais pirataria

De acordo com o site Ars Technica, a universidade citou o alto custo envolvido na atenção às reclamações de órgãos que zelam pelos direitos autorais.

A administração da instituição diz que precisa de praticamente três funcionários em tempo integral para lidar com as reclamações, o que foi tido como "um gasto irresponsável de recursos da faculdade".

Por isto, agora a universidade multará os infratores. Ao receber a primeira reclamação, um departamento de segurança da entidade entrará em contato com o estudante, enviando-lhe uma cópia do documento para que ele remova o conteúdo ilegal. Caso este não seja removido em 48 horas, o estudante será desconectado da rede e, para retornar, precisará pagar US$ 100.

Reincidências elevarão a multa para US$ 500 e, na terceira vez, o usuário será banido da rede, sendo que para retornar precisará indenizar a universidade contra qualquer acusação de violação de copyright e pagar uma multa de US$ 1.000 para que uma nova conta seja criada, além de ser enviado para um departamento judicial onde será disciplinado.

Enquanto a Universidade de Stanford toma estas medidas, a faculdade de Ohio resolveu banir aplicativos P2P na rede de seu campus, o que teve como efeito negativo a criação de redes P2P privadas conhecidas como darknets que, por serem restritas, mantêm órgãos competentes de fora.

Em abril a MPAA, órgão que cuida dos interesses da indústria cinematográfica, seguiu os modelos da RIAA e divulgou uma lista das 25 faculdades com maior número de estudantes envolvidos em pirataria.

A atitude foi suficiente para que o congresso americano se interessasse em saber o que as universidades estão fazendo quanto à pirataria, o que pode render uma nova lei para garantir que tal prática "não seja mais comumente associada à vida estudantil em faculdades americanas".

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