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 Especialistas comentam 'guerra' Microsoft x software livre
18 de maio de 2007 14h05 atualizado às 14h55

Nos últimos três dias, o anúncio da Microsoft de que o Linux infringe 235 de suas patentes provocou uma avalanche de comentários. As opiniões são as mais díspares possíveis, afirmando que as supostas patentes são - ou não - um perigo real para o Linux.

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Andy Updegrove, por exemplo, advogado e especialista em patentes, discorreu no Standards Blog do site ConsortiumInfo a respeito do assunto. Segundo ele, as patentes de software não representam mais o que representavam antigamente. Até alguns anos atrás, as patentes serviam para garantir exclusividade em alguma tecnologia. Hoje, têm um caráter mais defensivo para as empresas: impedir que os concorrentes barrem o desenvolvimento de seus produtos. Não se trata de assegurar a validade da patente, mas apenas de garantir um certo nível de liberdade para produzir sem ser incomodado.

Updegrove vai mais longe e afirma que não importa muito se a Microsoft possui mesmo as alegadas patentes, nem se elas ainda são válidas. Outras companhias também devem possuir patentes e podem combater fogo com fogo numa eventual batalha jurídica e, ainda segundo Updegrove, a Microsoft não possui canhões suficientes para vencer a batalha - que dirá a guerra.

Já Jonathan Schwartz, presidente e CEO da Sun Microsystems, explica em seu blog o que a Sun fez em uma situação parecida. Quando o Linux roubou uma grande fatia do mercado que antes pertencia ao Solaris, em vez de acionar judicialmente a todos no mundo do open source, a Sun embarcou de cabeça nesta nova maneira de fazer negócios. "Em vez de começar a processar, tratamos é de começar a inovar", diz Schwartz em seu blog. De fato, a Sun tornou possível o OpenOffice, está em vias de abrir o código-fonte do ambiente de programação Java e deu suporte ao Linux em suas máquinas SPARC.

Recentemente, contratou Ian Murdock para deixar o Solaris mais próximo do Linux e se aliou à IBM e à Red Hat para promover o formato Open Document. "Se somarmos todas as contribuições da Sun no terreno do código aberto, do Java ao OpenOffice, do Gnome ao Mozilla, 25% de todas as linhas de código livres por aí vieram de dentro da Sun". Há um relatório que confirma esse número, que pode ser lido no atalho dtmurl.com/ahn, página 51. O recado de Schwartz para a Microsoft é claro: não tente processar seus próprios clientes. Eles usam software livre tanto quanto usam os produtos da gigante de Redmond. O artigos podem ser lidos (em inglês) nos atalhos a seguir. - Andy Updegrove: dtmurl.com/ahm - Jonathan Schwartz: dtmurl.com/aho.

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