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Sexta, 18 de maio de 2007, 14h22

Custo afasta usuário de tecnologia de produtos ecológicos

Os consumidores ainda não estão prontos para pagar mais caro por produtos ecológicos, apesar da crescente preocupação de proteção ao meio ambiente, disseram esta semana executivos durante o Reuters Global Technology, Telecoms and Media Summit.

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Multiplicam-se as idéias sobre maneiras de economizar energia, intensificar a reciclagem e usar mais materiais ecologicamente corretos, mas essas medidas não podem ser implementadas plenamente a não ser que os consumidores aceitem arcar com pelo menos parte do custo, disseram os executivos.

"Se a pessoa não estiver disposta a pagar um pouco mais em benefício do meio ambiente, não esperem que a indústria o faça", disse Russell Ellwanger, presidente-executivo da Tower Semiconductor, uma fabricante israelense de chips. "A indústria tem sua responsabilidade, mas quem precisa ser responsável é o indivíduo", disse Ellwanger durante o evento, realizado em Paris.

O impacto das atividades do setor de tecnologia sobre o meio ambiente é menos visível do que o de setores mais pesados da indústria, como o petrolífero e gás natural ou o automotivo, mas empresas de tecnologia também são grandes consumidoras de energia e de insumos nocivos ao meio ambiente.

As questões ambientais estão em destaque, porque número crescente de cientistas vêm defendendo a tese de que os seres humanos são responsáveis pelas alterações climáticas do planeta. "As pessoas começam a compreender que isso não só é algo que se faz para estar na moda, mas porque é absolutamente necessário", disse Barbara Schaedler, vice-presidente de marketing da Fujitsu-Siemens Computers - que faz da preservação do meio ambiente parte da promessa de marca da maior fabricante européia de computadores pessoais.

Alguns executivos mencionaram a rapidez com que o meio ambiente ganhou importância nas discussões globais e que cada vez mais as pessoas perguntam a suas empresas o que pretendem fazer a respeito. "Ninguém tinha me feito essa pergunta, até três meses atrás. Mas esta é a segunda vez, em uma semana", disse Miles Flint, presidente da Sony Ericsson, produtora de celulares. "A questão claramente vem ganhando importância na agenda das pessoas."

Mas a Sony Ericsson não está planejando nada radical. "Eu não creio que vocês nos verão lançando correndo um celular ecológico", afirmou Flint. Ele afirmou que a companhia continuará a remover componentes nocivos de seus celulares e aumentar os níveis de reciclagem.

A Fujitsu Siemens informou que 98% dos materiais usados em sua produção são encaminhados para reciclagem e recuperação de energia. Isso inclui tubos de raios catódicos e plásticos gerados por computadores, servidores e caixas automáticos.

Entretanto, a companhia admite que 100% de reciclagem é algo que provavelmente demorará "alguns anos" e que muitas das matérias-primas não podem ser reutilizadas.

Reuters

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