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Tecnologia

 
 

Genética pode determinar comportamento na web

24 de maio de 2007 11h09 atualizado às 12h50

Sergey Brin (esq) e Larry Page, os fundadores do Google, estiveram no Brasil em janeiro de 2006. Foto: Divulgação

Sergey Brin (esq) e Larry Page, os fundadores do Google, estiveram no Brasil em janeiro de 2006
Foto: Divulgação

O Google investiu cerca de US$ 4 milhões em uma pequena firma de pesquisa genética chamada 23andMe. Uma das fundadoras da empresa, Anne Wojcicki, casou-se no início deste mês com Sergey Brin, co-fundador do Google. A combinação do perfil genético e do histórico de Internet de uma pessoa pode tornar-se uma importante ferramenta para determinar o comportamento futuro de qualquer usuário da rede. E o Google pretende criar a mais completa base de dados de informações pessoais sobre seus usuários.

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O objetivo, como explicou esta semana no Reino Unido o presidente do Google, Eric Schmidt, é ajudar os usuários a decidir, por exemplo, como usar seu tempo livre no dia. Mas esta espécie de "Big Brother" do bem causa preocupação nos defensores da privacidade.

Fontes do Google no Reino Unido disseram que, por enquanto, não há um projeto concreto, mas simplesmente uma proposta apresentada em 1º de maio, denominada "iGoogle". O produto é uma espécie de Google personalizado com acesso ao histórico de buscas do usuário, ao e-mail do Gmail e ao calendário.

O Google reconhece que o projeto está em fase adiantada no gerenciamento da informação que a empresa conseguiu reunir sobre seus usuários. "Os algoritmos vão melhorar e com eles, a personalização", disse Schmidt. Este ano, o principal rival do Google, o Yahoo!, revelou seu próprio projeto de tecnologia de busca, conhecido como Projeto Panamá, que analisa os principais interesses dos visitantes em seu portal de Internet para elaborar, com eles, um perfil pessoal.

Os defensores da privacidade temem que o acúmulo de dados pessoais na internet represente uma invasão crescente e clandestina das liberdades civis. A preocupação foi intensificada, segundo o jornal The Independent, pela oferta de US$ 3,1 bilhões lançada pelo Google sobre a companhia de publicidade na internet DoubleClick.

A companhia consegue elaborar a imagem do comportamento de uma pessoa, combinando o histórico de busca na rede com informação dos cookies, códigos que permitem conhecer os interesses dos usuários segundo as páginas que visitam. De acordo com o jornal, o organismo que representa as agências européias de proteção de dados pessoais escreveu ao Google para solicitar mais informação sobre sua prática de retenção de dados.

Um porta-voz do organismo britânico de proteção de dados não confirmou o conteúdo da carta e limitou-se a dizer que se tratava de uma resposta ao anúncio feito pelo Google de que não reterá informação pessoal dos usuários por mais de dois anos. Em várias análises e editoriais hoje, a imprensa britânica demonstra preocupação com a quantidade de informação que o Google já manipula graças a várias bases de dados.

As informações abrangem desde os conteúdos dos e-mails do Gmail até as buscas realizadas pelos usuários ou detalhes dos cartões de crédito no sistema de pagamento pela internet Google Checkout.

EFE
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