inclusão de arquivo javascript

Tecnologia

 
 

Estônia: remoção de estátua gera ataques na web

29 de maio de 2007 11h14 atualizado às 21h28

Manifestantes protestam contra a retirada da estátua do soldado. Foto: AP

Manifestantes protestam contra a retirada da estátua do soldado
Foto: AP

Quando autoridades da Estônia começaram a remover uma estátua de bronze de um soldado soviético da Segunda Guerra Mundial no mês passado, em Tallinn, eram esperados violentos protestos por parte de descendentes russos. E protestos até na Internet. "Se há conflito nas ruas, haverá conflitos na Internet", disse ao jornal The New York Times Hillar Aarelaid, diretor da Equipe de Resposta a Emergências de Computação (CERT na sigla em inglês) da Estônia.

» Estônia acusa Rússia por ataque cibernético
» Estônia recoloca monumento do Exército
» Rússia ameaça Estônia por monumento

Na Estônia, a Internet é quase tão vital quanto a água. As pessoas a usam rotineiramente para votar, arquivar contas e, com a ajuda dos celulares, fazer compras e pagar estacionamento.

Aconteceu então o que alguns descrevem, segundo o New York Times, como a primeira guerra no ciberespaço, com a Estônia tendo que se defender de um ataque que, segundo as autoridades do país, teria sido ordenado pela Rússia ou fontes nacionalistas russas em retaliação à remoção da estátua. Um dos endereços de Internet envolvidos nos ataques pertenceria a um funcionário oficial que trabalha para o presidente russo Vladimir Putin.

O ataque foi tão potente que quase derrubou a infra-estrutura digital do país, afetando os sites do presidente, do primeiro-ministro, Parlamento e outras agências do governo, incluindo o maior banco da Estônia e os sites de diversos jornais diários, que foram bombardeados por uma enorme quantidade de pedidos de informação, acima da capacidade de processamento dos seus servidores.

De acordo com o ministro da Defesa da Estônia, Jaak Aaviksoo, o caso tornou-se uma questão de segurança nacional. Especialistas em computação da União Européia, Estados Unidos e Israel foram a Tallinn para, além de oferecer ajuda, aprender o que for possível sobre a ciberguerra na era digital.

O governo russo nega qualquer envolvimento com os ataques.

Redação Terra