
Atualizada às 10h31
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As janelas, criadas por um grupo de pesquisadores da Escola Técnica Superior de Engenheiros Aeronáuticos da UPM, possuem uma cavidade de um centímetro de espessura em que circula água. Segundo Hermanns, a água absorve os raios infravermelhos, o que faz com que se uma pessoa ficar atrás da janela "verá a luz do sol, mas não sentirá o calor".
Para que a água não atinja altas temperaturas e transmita o calor para dentro do edifício, as janelas são ligadas a um acumulador geotérmico, um sistema de canos que transporta a água a uma profundidade de "20 metros".
Após percorrer a estrutura, o calor é transmitido para o solo, "que em locais como Madri está sempre a uma temperatura média de 15 graus centígrados", acrescentou o pesquisador. Hermanns afirmou que, apesar de esta tecnologia poder ser usada em edifícios "normais", as maiores economias de energia são percebidas em edifícios com fachada de vidro, onde a economia na conta de luz relacionada ao ar condicionado pode chegar a 70%.
O único inconveniente da invenção é o preço, que é três vezes superior ao de uma janela convencional. No entanto, Hermanns afirmou que o dinheiro investido é recuperado com a economia de energia. Para divulgar a invenção, os pesquisadores, com a ajuda da área de Criação de Empresas da UPM, criaram a companhia Intelliglass, que desenhará uma obra piloto.
EFE
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