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Comandado por controle remoto, o robô que agüenta até 135 quilos com um dos braços e tem 1,80 metro de altura, pode percorrer terrenos montanhosos e atravessar passagens estreitas enquanto carrega um homem ferido.
A nova tecnologia será equipada com câmeras e microfone, por meio dos quais os operadores poderão ver e ouvir o que está acontecendo enquanto dura a ação.
O robô também pode ajudar a proteger as vidas de outros soldados em ação. O equipamento pode se movimentar de joelhos ou deitado, percorrendo qualquer tipo de terreno sem ser notado pelo inimigo.
Aparência amigável
De acordo com Daniel Theobald, presidente da Vecna Technologies of College Park, empresa que está desenvolvendo a tecnologia, "havia a necessidade de se criar um robô que cheguasse a onde os soldados estão", disse à revista New Scientist.
"A forma humana do robô, com a cabeça de um urso de pelúcia, lhe confere uma aparência amigável. Quando se lida com situações de resgate é importante manter o calor humano", diz Gary Gilbert, do Centro de Telemedicina e Pesquisa de Tecnologia Avançada do exército americano, que financiou parte do projeto.
Até agora o Congresso americano destinou US$ 1,1 milhão, (R$ 2,2 milhões) ao projeto. Bear vai atuar principalmente no resgate de feridos, mas também será envolvido em outras tarefas, como carregar equipamentos.
A nova tecnologia deve estar pronta para os primeiros testes nos campos de batalha em menos de cinco anos. O uso de robôs esta se tornando prática comum no exército americano. Durante a guerra do Afeganistão, em 2001, robôs exploraram cavernas na busca dos esconderijos de militantes islâmicos.
BBC Brasil
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Robô 'Bear' pode andar de joelhos e se locomover deitado
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