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Segundo o relatório, a cada busca que um usuário realiza pelo Google, a empresa acumula informações sobre seus gostos, interesses e crenças, que podem ser usadas por terceiros, como anunciantes por exemplo. O Google, no entanto, afirma que jamais repassa a terceiros esse tipo de informação pessoal.
Embora o relatório detalhe um punhado de preocupações específicas, a principal ameaça destacada pela Privacy International é o tamanho crescente do Google e seu alcance como maior fornecedor de serviços de busca, bem como o volume de dados que a empresa coleta para oferecer serviços de internet cada vez mais personalizados.
"Isso se deve em parte à diversidade e especificidade da linha de produtos do Google e à capacidade da empresa para distribuir entre essas ferramentas os dados obtidos, e em parte ao domínio do Google sobre o mercado e às imensas dimensões de sua base de usuários", conclui o relatório.
O ranking foi formulado depois de um estudo de seis meses sobre as práticas referentes à privacidade em importantes empresas de busca na Internet, serviços de e-mail e sites de comércio eletrônico e redes sociais. A Privacy International prometeu divulgar relatório mais completo em setembro, depois de novas consultas com as empresas envolvidas.
O Google discorda das conclusões do relatório. "Estamos decepcionados com o relatório da Privacy International, que se baseia em inúmeras imprecisões e em uma compreensão imperfeita de nossos serviços", disse Nicole Wong, diretora jurídica associada da empresa.
"O Google reafirma seu compromisso para com a proteção da privacidade de seus usuários e a oferta de produtos que oferecem transparência com relação às informações que coligem", ela acrescentou.
Reuters
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