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Terça, 12 de junho de 2007, 09h50

Programa-espião em PC pode impedir prisão de professora

O caso de Julie Amero, 40 anos, que dava aula a um grupo de dez alunos entre 12 e 13 anos quando pop-ups pornográficos apareceram na tela do computador, terá um desfecho diferente com novas evidências apresentadas. A professora foi considerada culpada de causar danos aos menores por deixar que vissem imagens pornográficas, mas exames no computador mostraram que havia um programa-espião e que 'qualquer pessoa' estaria sujeita às imagens.

» Professora pode pegar 40 anos de cadeia por spyware

A professora substituta foi considerada culpada por um júri de seis pessoas e esperava sua sentença quanto ao incidente, ocorrido em 19 de outubro de 2004, que poderia levá-la a até 40 anos de prisão.

Os advogados de acusação alegavam que as imagens de sites como meetlovers.com e femalesexual.com só apareceram por que Amero visitava ativamente estes sites. Entretanto a ré e suas testemunhas alegavam que os pop-ups eram resultados de spyware.

No dia 6 de junho de 2007, Hillary Strackbein, juíza do Supremo Tribunal, concedeu ao caso um novo julgamento, após determinar que o detetive responsável pela análise teria dado testemunho errôneo sobre o computador.

David Smith, promotor assistente do estado, explicou que a inexatidão foi confirmada quando a acusação enviou o computador para um laboratório do estado para ser examinado após o julgamento.

William Dow, advogado de defesa, explicou à WNBC-TV de Nova York que a lição do caso é que qualquer um estaria sujeito a uma situação como esta, opinião compartilhada com diversos especialistas de tecnologia que se colocaram ao lado da ré desde o início.

Sem proteções de antivírus ou firewall, canceladas por falta de pagamento, a professora enfrentou uma situação bastante constrangedora, mas ainda assim tentou impedir que seus alunos vissem o conteúdo ofensivo.

Herb Horner, uma das testemunhas de defesa que verificou uma cópia do disco rígido do computador envolvido, afirmou que durante o processo de cópia de dados diversos sinais de vírus puderam ser vistos.

"Rodamos dois outros programas de detecção de adware/spyware e mais programas e cookies de rastreamento spyware/adware foram descobertos", comentou o especialista que não pôde apresentar todas as evidências anteriormente.

Ainda sem data para seu novo julgamento, a promotoria não se opôs à decisão, o que indica que a professora dificilmente verá a continuação do processo e que o caso deve ser resolvido em breve.

Magnet

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