» Professora pode pegar 40 anos de cadeia por spyware
A professora substituta foi considerada culpada por um júri de seis pessoas e esperava sua sentença quanto ao incidente, ocorrido em 19 de outubro de 2004, que poderia levá-la a até 40 anos de prisão.
Os advogados de acusação alegavam que as imagens de sites como meetlovers.com e femalesexual.com só apareceram por que Amero visitava ativamente estes sites. Entretanto a ré e suas testemunhas alegavam que os pop-ups eram resultados de spyware.
No dia 6 de junho de 2007, Hillary Strackbein, juíza do Supremo Tribunal, concedeu ao caso um novo julgamento, após determinar que o detetive responsável pela análise teria dado testemunho errôneo sobre o computador.
David Smith, promotor assistente do estado, explicou que a inexatidão foi confirmada quando a acusação enviou o computador para um laboratório do estado para ser examinado após o julgamento.
William Dow, advogado de defesa, explicou à WNBC-TV de Nova York que a lição do caso é que qualquer um estaria sujeito a uma situação como esta, opinião compartilhada com diversos especialistas de tecnologia que se colocaram ao lado da ré desde o início.
Sem proteções de antivírus ou firewall, canceladas por falta de pagamento, a professora enfrentou uma situação bastante constrangedora, mas ainda assim tentou impedir que seus alunos vissem o conteúdo ofensivo.
Herb Horner, uma das testemunhas de defesa que verificou uma cópia do disco rígido do computador envolvido, afirmou que durante o processo de cópia de dados diversos sinais de vírus puderam ser vistos.
"Rodamos dois outros programas de detecção de adware/spyware e mais programas e cookies de rastreamento spyware/adware foram descobertos", comentou o especialista que não pôde apresentar todas as evidências anteriormente.
Ainda sem data para seu novo julgamento, a promotoria não se opôs à decisão, o que indica que a professora dificilmente verá a continuação do processo e que o caso deve ser resolvido em breve.
Magnet
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