
Atualizada às 17h11
» Cientistas transmitem eletricidade sem fio
» Tocador de MP3 transmite áudio pelo osso
A espinha dorsal é conectada ao pescoço que então é ligado ao telefone celular. É mais ou menos assim que pensam os pesquisadores Lin Zhong e Michael Liebschner. A dupla pretende utilizar o esqueleto para transmitir comandos com segurança e confiança para dispositívos vestíveis e implantes médicos. A pesquisa pode também levar a novas formas de controle de aparelhos por pessoas portadoras de deficências.
Sinais de rádio já são utilizados para controlar aparelhos e implantes, mas podem sofrer interferência, o que os torna não-confiáveis e, no caso de implantes médicos, até mesmo perigosos. Além de tudo, poderiam ser hackeados por qualquer um com conhecimento, diz Liebschner.
A equipe decidiu, para fugir deste tipo de problema, utilizar ondas sonoras em vez das de rádio. É sabido que o osso é um excelente condutor de ondas sonoras, mas até agora só foi utilizado para transmitir sinais analógicos, para ver como o osso está se curando após uma fratura, por exemplo.
Para verificar se o osso pode transmitir sinais digitais através de longas distâncias, de um sensor no pulso para um fone, por exemplo, o time aplicou um pequeno vibrador a várias partes do corpo. A equipe descobriu que determinadas freqüências são melhor conduzidas em certas partes do corpo e com uma precisão impressionante.
Os pesquisadores sugerem aplicações, como um vibrador em um aparelho de pulso que recebe e envia dados que poderia dizer a um implante colocado próximo a um osso que liberasse certa quantidade de um remédio. Outra aplicação seria, por exemplo, atender o telefone apenas batendo os dentes. Seria possível também transmitir dados através de um aperto de mãos.
Redação Terra
16h06 » Uso de células combustíveis está mais próximo