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Tecnologia

 
 

Carro-robô transita em vias urbanas sem motorista

15 de junho de 2007 10h29 atualizado em 20 de junho de 2007 às 16h51

Junior é uma evolução do Stanley, que recebeu US$ 1 milhão ao vencer o desafio DARPA em 2005. Foto: Divulgação

Junior é uma evolução do Stanley, que recebeu US$ 1 milhão ao vencer o desafio DARPA em 2005
Foto: Divulgação

Na última quinta-feira, um automóvel Passat passeou por um estacionamento, fez três conversões e seguiu as leis de trânsito em um cruzamento de duas ruas de mão dupla - tudo sem motorista. O teste foi realizado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e faz parte da preparação para o DARPA Urban Challenge, uma corrida de carros autônomos em um centro urbano, de acordo com a Technology Review.

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O nome do Passat é Junior e o teste serviu para determinar se ele está apto para competir no desafio. A motivação para O Urban Challenge é construir um melhor carro. "Carros são inseguros", diz Sebastian Thrun, líder da equipe e professor de Stanford. Acidentes matam 42 mil nos EUA e cerca de 1 milhão em todo mundo a cada ano, além de serem ineficientes, causando engarrafamentos e exigindo extrema atenção.

O objetivo da equipe de Stanford é fazer um carro que dirige sozinho, tornando as estradas um local mais seguro e devolvendo às pessoas seu tempo.

Há dois anos, a equipe de Stanford, com o veículo Stanley, venceu o DARPA Grand Challenge, uma corrida atônoma no deserto. O carro tinha sensores GPS e laser, uma câmera e diversos outros equipamentos para guiar no deserto. Junior é baseado na mesma tecnologia, mas com muitas melhorias.

O Junior tem o mesmo tipo de percepção a laser que o Stanley, mas com um alcance maior. O novo carro tem um total de oito sistemas que emitem raios de luz e detectam reflexos, para determinar a distância de outros objetos.

O carro também tem um equipamento de GPS preciso que trabalha em conjunto com um sistema que monitora a revolução das rodas. Este conjunto permite ter uma precisão de localização de 30 centímetros.

De acordo tom Thrun, uma das novidades mais importantes é a evolução da inteligência artificial. Junior pode lidar com questões de tráfego, um obstáculo que não fazia parte do desafio anterior. "Na outra corrida, você tinha que sabe apenas se acelerava ou diminuía a velocidade. Agora existem decisões mais discretas além daquelas", disse Thrun.

Junior cumpriu com sucesso todos os testes aos quais foi designado. O primeiro foi assegurar que a equipe poderia parar remotamente o carro a uma velocidade de 20 mph (cerca de 32 Km/h). Outros testes eram de navegação, identificação de placas de trânsito, evitar obstáculos e seguir direções enviadas pela DARPA.

A prova final do DARPA Urban Challenge ocorre no dia 3 de novembro.

Redação Terra