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Segunda, 18 de junho de 2007, 15h18 Atualizada às 16h16

Ataques a sites atingem páginas de turismo na Itália

Milhares de sites turísticos italianos foram infectados por um software que silenciosamente ganha o controle dos computadores que os visitam e procura dados financeiros confidenciais, informou nesta segunda-feira uma empresa de segurança de computadores.

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A Trend Micro afirmou ter detectado mais de 4,5 mil sites de viagem na Itália que foram infectados por um esquema no qual os dados dos computadores dos visitantes na Internet tinham os dados roubados e enviados a um servidor localizado em Chicago, disse David Perry, porta-voz da companhia com sede no Japão.

Esse é o mais amplo ataque da história no qual um software prejudicial foi espalhado por meio de sites infectados, afirmou Perry. O programa secretamente instala um software chamado trojan que assume o controle de um computador, gravando informações ali colocadas - incluindo números de cartão de crédito e outros dados pessoais buscados por criminosos.

Os sites comprometidos foram principalmente pequenos, como http://www.adriahotel.it, http://wwww.bestoftuscany.it e http://www.mothertheesacause.info. "Não vá a esses sites", disse Perry. Os usuários da Internet apenas ficam vulneráveis ao ataque se estiverem com versões desatualizadas do Internet Explorer da Microsoft. As atualizações estão disponíveis em http://www.microsoft.com.

Os programadores que iniciaram o ataque podem controlar o software à distância, reprogramando-o para enviar as informações para outro lugar ou desempenhar tarefas adicionais. "O seu sistema pertence a eles", afirmou Perry. "Se Chicago não estiver funcionando, eles podem se movimentar para qualquer lugar no mundo."

Perry declarou que não está claro quem são os hackers, o motivo de eles terem como alvo os sites de turismo na Itália, um dos mais populares destinos turísticos do mundo, ou quantos computadores tinham sido infectados pelo software.

O ataque, que a Trend Micro detectou pela primeira vez na sexta-feira, foi arquitetado com softwares para hackers vendidos na Rússia, os quais custam cerca de US$ 700, segundo Perry.

Reuters

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