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Sexta, 22 de junho de 2007, 08h55

Músicas sem DRM vendem muito mais, diz gravadora

A vice-presidente da EMI para mídias digitais, Lauren Berkowitz, confirmou esta semana o excepcional incremento nas vendas de seu catálogo pelo serviço iTunes, da Apple. A executiva credita o grande sucesso ao fato de que as músicas não são protegidas contra cópia por tecnologias de DRM. Como exemplo, ela cita o lendário álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, cujas vendas incharam 350% desde que começou a ser oferecido sem proteção contra cópias.

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Segundo o site da Macworld, Berkowitz teria dito que "as vendas iniciais de música sem DRM são boas". A EMI começou a vender música sem DRM de alta qualidade mês passado, exclusivamente pelos sistemas iTunes e 7Digital. A gravadora pôs à venda todo seu catálogo através desta nova modalidade sem qualquer restrição e pretende num futuro próximo usar a Amazon e a PassAlong como canais de distribuição.

Segundo o site TechCrunch a decisão da EMI baseou-se em uma pesquisa recente. Das pessoas ouvidas, para cada pessoa que dizia não se importar com a restrição, dez prefeririam comprar música livre. Como resultado, o catálogo da EMI está sendo vendido a US$ 1,29 por faixa (um disco com quatorze faixas sairia por aproximadamente US$ 18) e com alta qualidade de áudio a 256 kbit/s, em formato AAC.

As outras grandes gravadoras - Universal, Warner e Sony/BMG - estão estudando os resultados da EMI bem de perto. Essas gravadoras ainda preferem o modelo antigo, com restrição a cópias, mas a pressão do mercado pode fazê-las mudar de idéia. Os selos independentes, de seu lado, sempre apoiaram com sucesso os arquivos de mídia sem restrição.

Magnet

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