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 Laptop de US$ 100 não pode ir para 'inimigos' dos EUA
04 de julho de 2007 09h56

 XO foi mostrado no Brasil, no fórum internacional do software livre. Foto: Bruno Maestrini/Terra

XO foi mostrado no Brasil, no fórum internacional do software livre
Foto: Bruno Maestrini/Terra

O projeto OLPC - One Laptop Per Child - decidiu esta semana hospedar todos os programas que compõem o laptop de baixo custo XO nos servidores do Fedora Linux. O Projeto Fedora tem sede nos Estados Unidos e, portanto, deve obedecer às leis norte-americanas. Com isso, o OLPC ficará impedido de distribuir o XO para países inimigos dos EUA, como Síria, Irã e Cuba.

Segundo o site Slashdot, os desenvolvedores primeiro precisam se registrar no projeto Fedora para poder enviar suas contribuições. Para isso, é necessário assinar um acordo de licenciamento chamado de Fedora Project Individual Contributor License Agreement que, por ser um documento legalmente válido nos EUA, é regido pela legislação americana, o que inclui as restrições para exportação a países inimigos.

Por enquanto, os países listados são Cuba, Irã, Iraque, Coréia do Norte, Sudão e Síria, mas a lista pode mudar ou crescer de acordo com a política externa estadunidense. O fato foi destaque em vários sites de software livre como o Tux Machines e o Tech Blorge.

O XO é um laptop de baixo custo destinado à educação em países pobres ou emergentes. Já foi chamado de "laptop de US$ 100", porque esse seria o preço final de venda aos governos dos países inscritos no programa, mas seu custo está hoje em torno dos US$ 175.

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