Atualizada às 09h12
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Segundo o site Science Now, os pesquisadores da Universidade de Radboud, em Nijmegen, Holanda, conseguiram em laboratório escrever dados em um disco magnético em velocidades altíssimas. A técnica baseia-se no fato de que os fótons da luz polarizada podem alterar a polaridade magnética de uma superfície.
De acordo com um dos integrantes da equipe de pesquisadores, o doutorando romeno Claudiu Daniel Stanciu, 27 anos, o procedimento funciona porque cada fóton transmitido pelo laser tem uma característica conhecida pelos físicos como momento angular, permitindo à partícula interagir com o disco rígido. Além disso, cada pulso de laser aquece um minúsculo espaço no disco, apenas o suficiente para inverter facilmente a polaridade daquela pequena região e, conseqüentemente, armazenando um bit de dados.
A chave é mudar a polaridade dos pulsos de laser incidentes, produzindo o equivalente a códigos binários compostos por zeros e uns na mídia de armazenamento do disco. Note-se porém que, como fótons não têm carga elétrica, o conceito de inversão de polaridade aplica-se neles com relação ao chamado spin, uma característica da dinâmica rotacional de cada partícula.
Aplicando um método antes considerado impossível de realizar, os pesquisadores conseguiram gravar dados a intervalos de 40 femtossegundos (40 quatrilionésimos de segundo), cerca de 100 vezes mais rápido do que um disco rígido comum. O processo não funciona com os discos atuais, que usam um óxido de ferro como tinta magnética para recobrir discos cerâmicos ou metálicos. Em vez disso, os pesquisadores fabricaram um disco especial composto por gadolínio, ferro e cobalto.
A idéia de usar luz polarizada de laser, para alterar a camada magnética de um disco não é nova. Os discos Magneto-Ópticos, ou MO, existem há bem mais de uma década. Os MOs são uma espécie de CD-RW, mas enquanto este último usa um princípio puramente óptico (reflexões do feixe de laser), os MOs empregam o laser para "escrever" sobre a superfície magnética. Pelo alto custo e baixo desempenho, comparado ao CD-RW, a tecnologia MO foi deixada de lado por muito tempo mas, agora, o mesmo princípio está sendo estudado para uso em discos rígidos de alta velocidade.
O site oficial do Instituto para Moléculas e Materiais da Universidade de Radboud é www.ru.nl/imm/.
Magnet
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