Desde que a LG anunciou sua parceria com a grife italiana Prada, muito se especulou sobre o aparelho. Quando divulgaram as especificações, entre elas estava a interface touchscreen, muitos disseram que se tratava de mais um clone do iPhone, mas isso está longe de ser verdade.
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Esteticamente, ambos podem ser semelhantes, principalmente porque a tela ocupa grande parte da superfície do aparelho. Mas as diferenças também já aparecem. Primeiro, o Prada é menor em todas as dimensões. Além disso, é mais leve e possui mais botões além da touchscreen, como um para travar a tela, para acionar a máquina fotográfica, controlar o volume, entre outros.
Vale destacar que, diferente do iPhone, o Prada não é um smartphone, ou seja, não foi desenvolvido para a edição extensiva de documentos, e-mails ou uso completo da Internet. Ele lê arquivos Office e PDF, mas não permite edição. Ele possui um programa de e-mail, mas tem pouquíssimos recursos.
A interface touchscreen funciona razoavelmente bem. Não é tão precisa quanto a do Motorola Ming, por exemplo, mas cumpre sua função. Uma das coisas que mais incomodou é que na hora de digitar textos, não aparece um teclado Qwerty (o tipo de teclado que usamos em computadores). Ao invés disso, aparece um teclado comum de celular, no qual o número 2 serve como as letras a, b,c, o número 3 serve como as letras d, e, f, e assim por diante. A LG poderia ter utilizado melhor esse recurso.
As partes cromadas são um charme extra do aparelho. Diferentes do que as de alguns aparelhos da Nokia ou até mesmo da própria LG, aqui são mais resistentes a riscos e não descascam com facilidade.
A câmera, localizada na parte de trás do aparelho, tem boa qualidade de imagem e detecta a luminosidade de um cômodo antes de tirar uma foto. Se a luz for insuficiente, ela acompanha um flash integrado.
Além da função câmera, o aparelho vem com vários aplicativos muito convenientes, como receptor de rádio, MP3 Player, jogos, um conversor de unidades e uma calculadora científica.
A câmera também pode ser usada para gravar vídeos, que ficam armazenados no cartão de memória removível do aparelho.
Talvez o maior problema do Prada é que ele costuma demorar para iniciar alguns dos aplicativos ou acessar funções. Ele leva de um a dois segundos para completar operações e embora pareça pouco, quando você usa o aparelho com freqüência isso se torna um problema.
Também há a questão do custo. Por quase R$ 1,9 mil, ele acaba caro demais para um celular que, no final, não traz nenhum recurso exclusivo ou tecnologia realmente inovadora. Ele tem características básicas como bluetooth e viva-voz, mas carece na acessibilidade.
Entretanto, ele é um aparelho belíssimo e quando analisado apenas como um telefone celular, é muito bom, realmente muito acima da média. Se o design ou o nome Prada lhe atraem, você não irá se arrepender. Se você quer um iPhone, passe longe do Prada.